Os especialistas da Kaspersky lançaram o guia “Mochila Digital: Guia para os Pais num novo ano letivo”, um documento que reúne recomendações para aumentar a segurança das crianças em ambientes digitais. O material aborda práticas que podem ser aplicadas tanto no mundo online como offline e procura fornecer ferramentas para um acompanhamento ativo dos pais.
De acordo com o estudo Kids Report 2025, o YouTube continua a ser a plataforma mais utilizada pelas crianças portuguesas, com 27,28% das preferências, seguido do TikTok (15,05%) e do Instagram (11,25%). Nos videojogos, destacam-se o Roblox, com 8,51% de utilização, e o Brawl Stars.
A Kaspersky considera que o envolvimento direto das famílias é essencial para reduzir riscos e transformar a experiência digital em oportunidade de aprendizagem. Quando os pais configuram contas em conjunto com os filhos, explicam boas práticas de privacidade e promovem diálogo aberto sobre limites, as crianças ganham maior confiança para explorar e criar online.
Entre os conselhos apresentados está a necessidade de promover conversas francas sobre a produção de conteúdos digitais. Em vez de rejeitar de imediato a vontade das crianças em publicar, a empresa recomenda que os pais questionem sobre as motivações, expliquem os riscos e introduzam noções como privacidade e gestão de exposição nas redes sociais.
Para apoiar esta abordagem, foi desenvolvido o Alfabeto da Cibersegurança da Kaspersky, um livro gratuito em formato digital que ensina princípios básicos de proteção de dados e identificação de fraudes através de ilustrações acessíveis para os mais novos.
Outro ponto do guia destaca a importância de configurar contas em conjunto, definindo desde início palavras-passe fortes, autenticação em dois fatores e desativação da geolocalização, além de restringir quem pode visualizar ou interagir com as publicações.
A empresa alerta ainda para os riscos associados à partilha excessiva de informação. Divulgar dados como a escola frequentada, morada ou rotinas diárias pode facilitar o rastreamento por terceiros. O guia aconselha a reforçar com as crianças a distinção entre conteúdo lúdico e dados que não devem ser tornados públicos.
A monitorização da identidade digital é outro dos aspetos referidos. Procurar regularmente no Google o pseudónimo utilizado pelas crianças ajuda a identificar eventuais usos indevidos, conteúdos copiados ou situações de exposição excessiva.
As famílias são também incentivadas a alertar os filhos para ofertas falsas e mensagens suspeitas, que podem esconder esquemas de phishing ou tentativas de instalação de aplicações maliciosas. Reconhecer sinais como erros ortográficos, pedidos de informações pessoais ou links duvidosos é considerado fundamental para evitar fraudes.
Outro risco identificado é o contacto de desconhecidos com intenções inadequadas, fenómeno conhecido como grooming. A Kaspersky recomenda que os pais expliquem de forma clara que nem todos os contactos online são de confiança e que as crianças devem sentir-se seguras para partilhar qualquer situação suspeita.

