Angola aposta na digitalização da saúde com apoio da Huawei

O Ministério da Saúde de Angola assinou na China um acordo de cooperação com a Huawei para modernizar o Sistema Nacional de Saúde, num plano que prevê formar cerca de 38 mil profissionais e realizar mais de 500 mil consultas médicas remotas em quatro anos.
18 de Fevereiro, 2026

O Ministério da Saúde de Angola e a tecnológica chinesa Huawei formalizaram a semana passada, em Shenzhen, um acordo de cooperação orientado para a transformação digital do Sistema Nacional de Saúde angolano. O memorando estabelece um quadro de colaboração para a digitalização progressiva de hospitais e unidades sanitárias em todo o país.

Este acordo e enquadra-se num plano mais amplo de modernização das infraestruturas e dos serviços clínicos. Entre os objetivos definidos está a formação de cerca de 38 mil profissionais de saúde e a realização de mais de 500 mil consultas médicas à distância ao longo de quatro anos.

No plano tecnológico, o entendimento prevê a implementação de soluções de telemedicina, que permitem a prestação de cuidados clínicos à distância, recorrendo a plataformas digitais de comunicação segura entre profissionais e doentes. Inclui igualmente a introdução de imagiologia digital, ou seja, sistemas que capturam, armazenam e partilham exames médicos em formato eletrónico, e o recurso a inteligência artificial aplicada à saúde, tecnologia que apoia o diagnóstico e a gestão clínica com base na análise automatizada de dados.

O acordo contempla ainda o desenvolvimento de competências nacionais na área das tecnologias de informação e comunicação, reforçando a capacitação técnica no sector da saúde. Esta vertente articula-se com programas já em curso, nomeadamente o Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde, que utiliza ensino à distância para a formação em enfermagem em 12 províncias angolanas.

Segundo o Ministério da Saúde angolano, a parceria insere-se também no processo de construção e apetrechamento de um novo hospital terciário de referência, considerado estruturante para o sistema. A digitalização das unidades de saúde deverá acompanhar este investimento físico, criando condições para integrar serviços clínicos, formação e tecnologias de suporte à decisão.

Com este acordo, Angola assume a tecnologia como um dos pilares da reorganização do seu sistema de saúde, combinando infraestruturas, formação e ferramentas digitais num único plano de transformação.

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