A Amazon iniciou a pré-visualização do serviço Leo junto de clientes empresariais, que estão a testar a plataforma e o novo hardware antes do lançamento alargado previsto para 2026. A empresa quer recolher avaliações técnicas que permitam ajustar o serviço às necessidades de diferentes setores, e já tem entre os participantes empresas como a companhia aérea JetBlue, o fornecedor de conectividade rural Vanu e a Hunt Energy Network, ligada ao setor da energia.
A Amazon revelou ainda o desenho final da antena Leo Ultra, descrita como a mais rápida da empresa no segmento de antenas comerciais de matriz faseada. O equipamento suporta velocidades de receção até 1 Gb/s e envio até 400 Mb/s. A antena integra um chip desenvolvido internamente com base em desenho próprio de radiofrequência e algoritmos de processamento de sinal da Amazon Leo.
A empresa disponibiliza dois serviços principais de rede privada. Um deles, designado Direct to AWS, permite que clientes de cloud estabeleçam ligação aos seus workloads através de um gateway transit ou direct connect. A configuração é feita na consola web do serviço, num processo pensado para reduzir latência e simplificar a gestão.
O serviço também possibilita a criação de interligações privadas em centros de dados partilhados de grande dimensão. Através destas interligações, organizações e operadores podem ligar locais remotos diretamente aos seus centros de dados ou redes principais, o que, segundo a empresa, encurta o tempo de implementação de vários meses para alguns dias.
A Amazon Leo tem atualmente 150 satélites em órbita e pretende colocar em funcionamento metade da constelação prevista até julho de 2026, cumprindo o calendário definido pela autoridade reguladora norte-americana. O plano total envolve 3 236 satélites.
O projeto enfrenta concorrência de várias constelações, incluindo Starlink da SpaceX, EchoStar, AST SpaceMobile, Lynk Global e SES. A expansão do mercado tem vindo a intensificar a disputa por clientes empresariais, um segmento onde a fiabilidade, a latência e a capacidade de integração com infraestruturas existentes são decisivas.







