Anthropic lança a versão beta do seu scanner de vulnerabilidades baseado no Opus 4.7

O Claude Security analisa o código-fonte para detetar falhas de segurança e sugerir correções, embora permita ignorar a fase de validação destas.
6 de Maio, 2026

No meio da polémica que está a suscitar com as capacidades do seu modelo Claude Mythos em matéria de cibersegurança, a Anthropic lançou a fase beta pública do Claude Security, uma solução de inteligência artificial que visa ajudar as equipas de segurança informática na revisão dos seus códigos-fonte em busca de vulnerabilidades, bem como na geração automática dos respetivos patches. Esta informação chega-nos através do Silicon Angle.

Este serviço não surge do nada, e a sua origem remonta ao mês de fevereiro passado, quando a empresa o apresentou como uma pré-visualização de investigação sob o nome de Claude Code Security, com acesso restrito a parceiros selecionados pela própria Anthropic.

Desde então, e de acordo com os dados fornecidos pela própria empresa, várias centenas de organizações utilizaram-no para localizar e corrigir problemas de segurança em código que já se encontrava em produção, incluindo falhas de segurança que outras ferramentas do mercado não tinham sido capazes de detetar durante anos.

Já em fase beta pública e, portanto, acessível a todos, esta ferramenta está agora integrada no Claude Enterprise, o plano de subscrição que a Anthropic destina a grandes organizações e, tecnicamente, baseia-se no Claude Opus 4.7, o modelo de linguagem mais avançado da empresa, configurado neste caso como um produto puramente defensivo.

Com esta iniciativa, a Anthropic reforça o seu compromisso com o mundo da cibersegurança, que explicitou com o projeto Glasswing, uma iniciativa com a qual estreou a utilização do seu modelo Mythos, que inicialmente não tinha sido concebido para tarefas de cibersegurança, mas que, segundo se soube, demonstrou uma capacidade notável na identificação de vulnerabilidades.

Entre os parceiros da Anthropic que estão a integrar o Opus 4.7 nas suas respetivas plataformas de cibersegurança encontram-se CrowdStrike, Palo Alto Networks, SentinelOne, TrendAI — a linha de inteligência artificial da Trend Micro — e Wiz.

Do ponto de vista técnico, a Anthropic sustenta que o Opus 4.7 é capaz de raciocinar sobre a totalidade de um repositório de código seguindo um esquema semelhante ao utilizado por um investigador humano de cibersegurança: em vez de se limitar a procurar padrões já conhecidos, a ferramenta segue o rasto dos dados ao longo do programa, lê o código-fonte e examina como os diferentes componentes e ficheiros interagem entre si para reconstruir os efeitos em cadeia que se produzem.

Antes de enviar qualquer descoberta a um analista, o sistema submete o resultado a uma verificação interna e atribui-lhe uma pontuação de confiança, com o objetivo de fornecer conclusões mais fiáveis. Além disso, este modelo também documenta o percurso seguido durante a análise, expondo o raciocínio que conduziu a cada descoberta, os fatores que sustentam o seu grau de confiança, a probabilidade de a falha poder ser explorada por um atacante, os critérios de triagem aplicados (ou seja, a priorização dos problemas detetados) e a eficácia estimada da correção proposta.

A partir daí, o fluxo é concluído dentro do próprio ambiente da Anthropic e o utilizador pode iniciar uma sessão no Claude Code e aplicar o patch diretamente no código, segundo afirma a empresa. Uma afirmação que não deixa de ser controversa, pois a prática habitual é validar a solução para garantir que a sua integração não cause mais problemas do que benefícios.

A versão que agora chega à beta pública incorpora, além disso, um conjunto de melhorias decorrentes do feedback recolhido durante a fase de investigação, entre as quais se contam a possibilidade de programar análises periódicas para manter uma vigilância contínua do código, uma função para descartar descobertas deixando registo documentado do motivo, ou a exportação dos resultados para formatos CSV e Markdown, o que facilita a sua incorporação nos sistemas de auditoria que as organizações já tenham implementados.

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