Apesar de 78% das empresas inquiridas terem aumentado o seu orçamento para IA no último ano, a maioria não considera estar preparada para adotar estas tecnologias de forma efetiva. Cerca de 36% assumem ter condições para aplicar IA, um valor ligeiramente inferior ao registado no ano anterior (37%).
Este desalinhamento entre os montantes investidos e os resultados obtidos está a criar uma “lacuna de realidade” na adoção da inteligência artificial, de acordo com a análise da Riverbed. O CEO da empresa, Dave Donatelli, salienta que muitas organizações estão a apostar fortemente em IA sem a estrutura necessária para tirar partido do seu potencial transformador.
O estudo revela ainda uma diferença significativa na perceção da prontidão para a IA entre os executivos de topo e os especialistas técnicos. Enquanto 42% dos gestores consideram que as suas empresas estão preparadas, apenas 25% dos técnicos partilham da mesma opinião. Também no que toca à confiança nas estratégias de IA das respetivas organizações, há uma disparidade clara: 64% dos gestores demonstram otimismo, contra 48% dos profissionais da área técnica.
Apesar das dificuldades atuais, há expectativas de melhoria a médio prazo. O estudo indica que 86% dos inquiridos esperam que, até 2028, as suas empresas estejam preparadas para suportar implementações de IA em larga escala. Esta projeção assenta numa perspetiva de maior alinhamento futuro entre as partes técnicas e os decisores de negócio.
Outro entrave identificado é a qualidade dos dados, considerada crítica para o sucesso de qualquer aplicação de IA. Embora 88% dos inquiridos reconheçam a importância de dados fiáveis e de elevada qualidade, menos de metade afirma ter plena confiança nos seus próprios dados em áreas fundamentais.
A maioria das organizações reconhece que precisa de melhorar a qualidade dos dados antes de avançar com projetos de IA de forma eficaz. Esta constatação reforça a ideia de que, para além da tecnologia, é essencial garantir bases sólidas de preparação interna.







