A Capgemini anunciou o aprofundamento da sua parceria estratégica com a Microsoft para disponibilizar aos clientes um modelo abrangente de cloud managed services totalmente integrado, orientado para a incorporação de soluções soberanas, conformidade normativa e continuidade do negócio em todas as fases dos processos de transformação digital.
O foco da parceria está na aceleração da adoção da Microsoft Sovereign Cloud e de soluções de inteligência artificial, mantendo o controlo sobre dados, operações e exigências legais. A proposta combina a experiência setorial da Capgemini com as capacidades de cloud soberana da Microsoft, procurando oferecer às organizações opções claras de implementação, orientação técnica especializada e maior previsibilidade na gestão do risco.
No âmbito desta colaboração, a Capgemini passa também a apoiar os clientes na definição e operacionalização das suas estratégias de soberania digital. Esse trabalho inclui avaliações para estabelecer objetivos de soberania, medir exposição ao risco e produzir recomendações ajustadas às necessidades específicas de cada organização. A abordagem contempla ainda cenários práticos de resiliência, desenhados para assegurar a manutenção das operações mesmo em situações de disrupção regulatória, geopolítica ou operacional.
As empresas poderão distribuir cargas de trabalho entre cloud pública soberana, cloud privada soberana e clouds de parceiros nacionais, com planos de resiliência preparados para responder a alterações externas. O objetivo é permitir um equilíbrio entre inovação e controlo, sobretudo em contextos onde os requisitos legais e setoriais são particularmente exigentes.
A Capgemini enquadra este reforço como resposta a um contexto em que os responsáveis empresariais enfrentam decisões tecnológicas mais complexas, especialmente na articulação entre inovação, soberania e conformidade. A empresa defende que a integração destes requisitos ao longo de todo o ciclo de transformação tecnológica permite avançar com iniciativas orientadas por IA sem comprometer a gestão de risco.
Do lado da Microsoft, a parceria é apresentada como uma forma de expandir a oferta da Microsoft Sovereign Cloud, abrangendo cloud pública soberana, cloud privada soberana e ecossistemas de parceiros nacionais, com especial enfoque na proteção de dados e no cumprimento das exigências legais aplicáveis.
A colaboração prevê igualmente o desenvolvimento de soluções específicas para setores com requisitos mais sensíveis, como serviços financeiros, administração pública, defesa, telecomunicações, ciências da vida, indústria transformadora e infraestruturas críticas nacionais.
Entre as novas capacidades previstas estão ferramentas para classificação de dados, modernização de sistemas legados, governação de risco e conformidade, proteção automatizada e resposta a incidentes cibernéticos em tempo real. A oferta inclui também mecanismos de encriptação, controlo de identidades e acessos e aceleradores de segurança adaptados às necessidades regulatórias de cada setor.
Na vertente operacional, a parceria pretende garantir que as organizações conseguem manter serviços críticos em funcionamento durante incidentes de cibersegurança, mudanças geopolíticas ou alterações regulamentares. Para isso, os clientes poderão recorrer a cenários de resiliência pré-aprovados e prontos a implementar nos diferentes ambientes soberanos da Microsoft.
A relação entre as duas empresas estende-se por mais de duas décadas e tem sido centrada na transformação para a cloud em vários setores. Como desenvolvimento recente desta estratégia, em 2024 a Capgemini e a Orange lançaram em França a Bleu, uma cloud de confiança assente em tecnologia Microsoft e dirigida a entidades públicas, hospitais, autoridades regionais e operadores de serviços essenciais. Essa iniciativa é agora apresentada como uma base relevante para a evolução da nova proposta de soberania digital.







