Cinco milhões reforçam o data center da Matinha em Lisboa

O Grupo Gigas anunciou um investimento de cinco milhões de euros no data center da Matinha, em Lisboa, infraestrutura operada pela ONI. A intervenção pretende aumentar a eficiência energética, reforçar a capacidade elétrica e expandir áreas técnicas dedicadas a servidores, numa aposta que se integra num investimento total superior a 80,5 milhões de euros realizado pelo grupo em Portugal desde 2019.
13 de Março, 2026
Mário Lopes, Country Manager do Grupo Gigas e Diretor Comercial da ONI

O Grupo Gigas, multinacional dedicada a serviços de cloud, cibersegurança e conectividade, anunciou um novo investimento de cinco milhões de euros no data center da Matinha, em Lisboa. A infraestrutura é operada pela ONI, operadora portuguesa de telecomunicações integrada no grupo desde 2021 e responsável pela entrega de soluções de conectividade e infraestrutura digital.

Este investimento insere-se numa estratégia de reforço da presença do grupo em Portugal, mercado onde a empresa já aplicou mais de 80,5 milhões de euros desde 2019. A nova fase de investimento concentra-se na melhoria da eficiência energética da instalação, no reforço da capacidade elétrica e na criação de novas “salas brancas”, espaços técnicos preparados para alojar servidores e equipamentos críticos em condições controladas de temperatura, humidade e segurança.

A infraestrutura da Matinha desempenha um papel central na operação tecnológica do grupo no país. Para além da capacidade de alojamento de equipamentos, o centro de dados integra serviços de cloud e conectividade, funcionando como um ponto de convergência entre infraestrutura física e serviços digitais.

Os serviços disponibilizados neste data center são suportados pela rede própria de fibra ótica da ONI e por ligações diretas a pontos internacionais de interligação de redes e cabos submarinos que ligam Portugal a outros continentes. Esta arquitetura permite manter os dados alojados localmente, enquanto assegura ligações de alta capacidade com redes internacionais.

Outro elemento associado à operação do centro de dados é a cloud soberana disponibilizada pela ONI. Este modelo permite que os dados das organizações permaneçam armazenados em território nacional, ao mesmo tempo que contribui para a redução de custos operacionais associados à gestão de infraestrutura tecnológica.

A cloud soberana disponibilizada pela operadora assegura ainda a conformidade com regulamentações europeias como o DORA e o NIS2, enquadramentos legais que reforçam os requisitos de segurança e resiliência digital das organizações.

O data center da Matinha emprega atualmente cerca de 130 profissionais e deverá reforçar a equipa nos próximos meses, sobretudo em áreas de engenharia e comercial. O objetivo é acompanhar o aumento da procura por serviços de alojamento de dados em ambientes considerados seguros e com garantia de localização dos dados.

A infraestrutura integra também o Pacto de Neutralidade Climática, alinhando a expansão tecnológica com metas de responsabilidade ambiental associadas à operação de centros de dados.

Segundo o responsável do grupo em Portugal, este investimento procura reforçar a capacidade de resposta às necessidades do tecido empresarial nacional, garantindo que organizações sediadas no país ou com atividade em Portugal dispõem de infraestrutura preparada para responder a exigências crescentes de disponibilidade, segurança e conformidade regulatória.

Opinião