A inCoimbra StartUp HUB vai realizar, no próximo dia 1 de julho, às 15h00, uma sessão online dedicada ao NATO DIANA 2027, o programa de aceleração da NATO orientado para tecnologias de duplo uso, ou seja, soluções que podem ter aplicação civil e também em contextos de defesa e segurança.
A iniciativa decorre em formato AMA (“Ask Me Anything”), e foi pensada para permitir que empreendedores, startups, empresas tecnológicas, spin-offs universitárias e equipas de investigação aplicada possam esclarecer dúvidas sobre o processo de candidatura, os critérios de avaliação e a melhor forma de posicionar uma tecnologia perante um programa internacional desta natureza.
A sessão contará com a participação de Ana Martins, COO e Innovation Manager da Connect Robotics, empresa incubada na inCoimbra e uma das apenas duas portuguesas selecionadas para o Cohort NATO DIANA 2026. A experiência da startup será usada como ponto de partida para explicar as exigências do programa, a preparação da proposta e as principais aprendizagens recolhidas ao longo do processo.
Para a inCoimbra, a seleção da Connect Robotics representa um sinal da capacidade do ecossistema de inovação de Coimbra para desenvolver tecnologias com potencial competitivo internacional. A incubadora pretende agora transformar essa experiência num recurso útil para outras empresas e equipas portuguesas que estejam a avaliar uma candidatura ao NATO DIANA.
O objetivo é permitir que outras startups nacionais aprendam diretamente com uma empresa que já percorreu o processo de candidatura e foi selecionada para o programa. A sessão procura, por isso, ter uma dimensão prática, centrada nas dúvidas dos participantes e no enquadramento tecnológico exigido pela NATO.
O NATO DIANA liga startups a uma rede internacional de aceleradores, centros de teste, especialistas e utilizadores finais distribuídos pelos países da Aliança Atlântica. As empresas selecionadas podem beneficiar de financiamento não dilutivo, mentoria especializada, validação tecnológica e acesso a parceiros internacionais.
Na primeira fase, o programa pode atribuir até 100 mil euros de financiamento, com possibilidade de evolução para uma segunda fase que prevê financiamento adicional até 300 mil euros. Para empresas tecnológicas em fase de crescimento, este acesso combina capital, validação e contacto com potenciais utilizadores finais, três dimensões críticas para soluções que ainda precisam de provar a sua aplicação em ambientes exigentes.
A iniciativa surge num momento em que o investimento europeu em defesa e segurança tem vindo a ganhar maior relevância no debate tecnológico. Neste contexto, áreas como inteligência artificial, robótica, drones, cibersegurança, energia, espaço e sistemas autónomos estão a assumir um papel crescente.
O conceito de tecnologia de duplo uso abre novas oportunidades para startups portuguesas, ao aproximar investigação aplicada, indústria e mercado. Para a inCoimbra, a participação da Connect Robotics no NATO DIANA mostra que empresas nacionais de base tecnológica podem competir em programas internacionais exigentes, incluindo em áreas tradicionalmente associadas a grandes grupos industriais.
A incubadora defende que a defesa deixou de ser um espaço reservado apenas às empresas clássicas da indústria militar. A evolução tecnológica e a necessidade de novas soluções estão a criar oportunidades para startups capazes de desenvolver produtos aplicáveis em cenários civis e de segurança.







