Cooperativa Eléctrica do Vale D’Este reforça cibersegurança com plataforma integrada da Fortinet

Cooperativa elétrica que distribui energia em Famalicão e Barcelos modernizou o seu data center e adotou uma arquitetura de segurança unificada da Fortinet, complementada com serviços geridos de monitorização e resposta a incidentes. A implementação foi concluída em três meses, sem interrupção de serviços críticos, num contexto de crescente pressão regulatória e operacional no setor energético.
19 de Fevereiro, 2026

A Fortinet anunciou a implementação da sua plataforma Security Fabric e de serviços de Security Operations Center-as-a-Service na Cooperativa Eléctrica do Vale D’Este. A iniciativa integra o programa de modernização digital da CEVE e visa reforçar a ciberresiliência de uma infraestrutura crítica no setor energético.

Fundada em 1930, a CEVE assegura a distribuição de energia elétrica de baixa tensão nos concelhos de Famalicão e Barcelos, numa área de 6.000 hectares que abrange 14 freguesias. A cooperativa tem em curso um programa de modernização para disponibilizar serviços de smart grid em toda a região, o que implicou investimento em novas tecnologias e infraestruturas digitais.

Essa transformação trouxe também novos desafios. À medida que a rede e os sistemas cresceram em dimensão e complexidade, o desempenho começou a degradar-se e a gestão tornou-se mais fragmentada. A administração estava distribuída por várias consolas independentes, o que reduzia a visibilidade global e dificultava o controlo centralizado.

A dispersão de sistemas dificultava a deteção atempada de incidentes, incluindo potenciais ciberataques, e criava obstáculos ao cumprimento de requisitos regulatórios como a diretiva NIS2. Para uma organização responsável por serviços essenciais, esta limitação representava um risco direto para a continuidade do negócio.

O data center principal da CEVE dispunha de vários níveis de redundância e replicação num fornecedor de cloud privada no Porto. Ainda assim, apresentava limitações físicas e operacionais, nomeadamente ao nível do espaço, do controlo de acessos e da ausência de um sistema de supressão de incêndios. A necessidade de renovação da infraestrutura abriu a oportunidade para atualizar, em simultâneo, a rede e os mecanismos de segurança.

A substituição integral da infraestrutura de rede e segurança foi concluída em três meses, sem interrupção dos serviços críticos da cooperativa. O projeto foi conduzido com o apoio da Fortinet e de um parceiro local.

A nova arquitetura do data center assenta em dois clusters de firewall FortiGate de nova geração, configurados em alta disponibilidade. Esta abordagem permite segmentar a rede interna e proteger o perímetro, reduzindo a superfície de ataque e isolando eventuais incidentes.

Os servidores e dispositivos ligados ao data center passaram a estar interligados através de equipamentos FortiSwitch e pontos de acesso FortiAP, geridos como extensões lógicas das firewalls. Na prática, isto significa que a política de segurança é definida de forma central e aplicada de modo consistente a toda a infraestrutura.

Ao nível dos postos de trabalho e servidores, a CEVE reforçou a proteção com soluções de endpoint como FortiClient e FortiEDR. O FortiAnalyzer passou a assegurar a visibilidade sobre o tráfego e eventos de segurança, permitindo análise de ameaças e automatização de processos típicos de um centro de operações de segurança.

Para o acesso remoto e VPN, foram implementadas soluções de autenticação multifator e gestão de identidades, reduzindo o risco associado a credenciais comprometidas. A segurança do correio eletrónico foi igualmente reforçada através de uma solução baseada em cloud.

Com uma equipa interna reduzida, a CEVE optou por complementar a tecnologia com serviços geridos FortiGuard SOCaaS e MDR, garantindo monitorização, deteção e resposta a incidentes 24 horas por dia, sete dias por semana. Estes serviços asseguram acesso direto a especialistas de cibersegurança e aos recursos do FortiGuard Labs.

Segundo a informação divulgada, a nova arquitetura permitiu melhorar a visibilidade e o controlo sobre a rede, enquanto disponibiliza capacidades de resposta mais rápidas e alinhadas com as exigências regulatórias.

Num momento em que o setor energético europeu enfrenta pressão associada à transição energética, à instabilidade geopolítica e ao reforço das obrigações legais, o caso da CEVE evidencia a crescente centralidade da cibersegurança na modernização das infraestruturas críticas. Para os decisores de TI, o projeto ilustra a combinação entre consolidação tecnológica e recurso a serviços geridos como resposta à escassez de recursos especializados.

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