A fabricante taiwanesa de soluções de conectividade e redes D-Link apresentou a série DGS-1530 de switches Smart Managed para ambientes empresariais. Esta família articula-se como uma proposta de comutação escalável, com configurações que vão de 10 a 52 portas e com possibilidade de empilhamento físico de até nove equipamentos. Na prática, esta abordagem visa facilitar implementações que crescem por módulos, mantendo uma administração centralizada quando várias unidades são agrupadas.
A série incorpora portas Gigabit por cobre e, dependendo do modelo, concentradores com portas de fibra ótica. A D-Link também inclui um modelo com todas as portas em fibra, o DGS-1530-28SC, destinado a instalações onde o cabeamento ótico é um requisito. Para ligações ascendentes (os uplinks para o núcleo da rede) e para o próprio empilhamento, a gama integra portas 10G SFP+ concebidas para ligações de 10 gigabits através de transcetores de fibra ou cablagem compatível, uma combinação que permite conceber arquiteturas onde um conjunto de switches atua como um bloco, tanto na camada de agregação como na extremidade da rede.
No plano funcional, o empilhamento físico é acompanhado por capacidades avançadas de gestão, com suporte para VLAN (redes virtuais para segmentar o tráfego), bem como opções para operar em redes com necessidades de controlo que vão além da simples comutação. A D-Link detalha características como L3 Static Routing (para definir rotas manualmente), a agregação de ligações através de 802.3ad LACP e mecanismos de redundância como ERPS e Multiple Spanning Tree. Em conjunto, o fabricante orienta a série DGS-1530 tanto para a agregação como para o acesso, com ferramentas de segmentação, encaminhamento estático e redundância para manter o serviço em caso de falhas.
Uma das peças-chave da abordagem é o suporte a Power over Ethernet (PoE), uma tecnologia que permite transmitir dados e energia elétrica pelo mesmo cabo de rede LAN. Esta abordagem foi concebida para simplificar implementações em que é habitual alimentar equipamentos a partir do próprio switch, como pontos de acesso Wi-Fi, câmaras IP, telefones IP ou sistemas de vídeo e áudio sobre IP.
A série oferece PoE+ com um orçamento de potência de até 370 W, expansível até 740 W através de uma fonte RPS opcional. A D-Link incorpora também proteção contra sobretensões de 6 kV em todas as portas Ethernet, uma especificação destinada a reduzir o impacto de picos elétricos na cablagem.
Em termos de continuidade de serviço, a série contempla redundância e recuperação de rede através de Multiple Spanning Tree (MSTP) e ERPS, destinadas a evitar loops e a manter a conectividade quando ocorrem incidentes, especialmente em arquiteturas em anel.
Ao nível operacional, a administração baseia-se em SNMP e OAM para tarefas de supervisão e manutenção, e é complementada com gestão através de interface web (WebGUI) e linha de comandos (CLI), com acesso através da porta da consola.
A D-Link adiciona um conjunto de opções de VLAN (incluindo Private VLAN e Selective Q-in-Q) para reforçar a segmentação e o controlo do tráfego em redes com diferentes perfis de utilizadores e serviços. Estas funções são normalmente utilizadas para separar equipamentos e serviços dentro da mesma infraestrutura física, limitando quais os sistemas que podem comunicar entre si de acordo com o design da rede.
A empresa enquadra parte do valor da gama na sua resposta ao aumento do tráfego multicast, especialmente em cenários de IPTV e AV over IP (áudio e vídeo transmitidos sobre redes IP). Neste tipo de ambientes, um mesmo fluxo é distribuído a vários recetores e, se não for gerido corretamente, o tráfego pode ser replicado desnecessariamente e sobrecarregar segmentos completos da rede.
Para abordar este ponto, a D-Link indica que a série integra IGMP/MLD Snooping, uma funcionalidade que ajuda o switch a enviar os fluxos multicast apenas para as portas onde existem recetores que os solicitaram, em vez de inundar toda a rede.
Também incorpora ISM VLAN, destinada a reduzir o tráfego multicast redundante entre VLAN, com o objetivo de melhorar a eficiência do backbone ou rede troncal. Em cenários AV over IP (como pós-produção de vídeo, streaming para ecrãs ou espetáculos audiovisuais), estas funções pretendem conter o multicast e manter o desempenho da rede.







