A Apple apresentou ontem dia 9 de setembro, as suas novidades para o outono de 2025, confirmando grande parte das previsões feitas antes do evento. O destaque foi a estreia do iPhone Air, um modelo ultrafino fabricado em titânio aeroespacial, e a atualização da linha iPhone 17, equipada com processadores de última geração e novas tecnologias.
Os smartphones receberam uma mudança estrutural relevante com a eliminação do tradicional ressalto da câmara, substituído pelo forged plateau, que permite maior aproveitamento interno para a bateria. O vidro frontal evoluiu para o Ceramic Shield 2, agora três vezes mais resistente a riscos e com menor reflexo, aumentando a durabilidade do dispositivo.
No interior, os processadores A19 e A19 Pro, construídos em 3 nanómetros, introduzem ganhos de desempenho assinaláveis. O A19 integra um motor neural de 16 núcleos para otimização energética em tarefas de IA, um CPU de seis núcleos e uma GPU de cinco núcleos. Já o A19 Pro acrescenta um GPU de seis núcleos e um sistema de refrigeração por câmara de vapor, que dissipa o calor através da estrutura em alumínio, permitindo desempenho sustentado até 40% superior face ao iPhone 16 Pro.
iPhone 17 e iPhone Air
O iPhone 17 surge com um ecrã Super Retina XDR de 6,3 polegadas e taxa de atualização adaptativa de 120Hz. Integra ainda o novo chip N1, que suporta Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e Thread, além de câmaras melhoradas, incluindo uma frontal de maior dimensão e um sistema traseiro com sensores de 48MP. A autonomia promete até 30 horas de reprodução de vídeo, com carregamento rápido de 50% em 20 minutos, e armazenamento mínimo de 256GB.
O iPhone Air, que substitui a versão Plus, diferencia-se pelo design ultrafino em titânio. O modelo apresenta um ecrã de 6,5 polegadas com 3.000 nits de brilho, câmaras traseiras de 48MP e 12MP telefoto, e uma câmara frontal de 18MP com tecnologia Center Stage. Apesar da espessura reduzida, a autonomia mantém-se para um dia de utilização, com possibilidade de expansão através de uma bateria externa.
A gama Pro destaca-se pela aposta em desempenho próximo de portáteis, suportado pelo processador A19 Pro e pelo sistema de refrigeração avançado. Os ecrãs Super Retina XDR, de 6,3 polegadas (Pro) e 6,9 polegadas (Pro Max), oferecem brilho máximo de 3.000 nits e maior contraste em exteriores. No campo da fotografia, surgem três câmaras traseiras de 48MP, incluindo uma teleobjetiva capaz de até 8× de zoom ótico.
Estes modelos prometem a maior autonomia já registada num iPhone, até 39 horas de reprodução de vídeo.
AirPods Pro 3 e Apple Watch
Os AirPods Pro 3 apresentam tradução em tempo real, melhorias na redução ativa de ruído e sensores de saúde para monitorização de atividade física. A autonomia varia entre seis e oito horas, mantendo o preço de 249 dólares.
O Apple Watch Series 11 introduz suporte 5G, novo processador S10 e ferramentas de monitorização de hipertensão baseadas em IA. A versão SE3 disponibiliza as principais funcionalidades a um preço mais baixo, enquanto o Apple Watch Ultra oferece até 42 horas de autonomia e conectividade via satélite para emergências.
Além dos produtos, a empresa sublinhou a introdução de novos processos de fabrico e materiais avançados, numa estratégia para fortalecer a produção nos Estados Unidos e reduzir riscos associados às tensões comerciais com a China. Ao diferenciar de forma mais clara cada modelo, a Apple procura consolidar margens e manter relevância num mercado altamente competitivo.







