Diretores de RH consolidam o seu papel estratégico nas empresas

Uma investigação do International Workplace Group com mais de mil responsáveis de RH nos Estados Unidos e no Reino Unido aponta para um aumento da sua influência, maior proximidade com a alta administração e um papel determinante do trabalho flexível na retenção e produtividade.
15 de Outubro, 2025

A nova pesquisa elaborada pelo International Workplace Group (IWG) com mais de 1.000 diretores de recursos humanos (CHRO) nos Estados Unidos e no Reino Unido constata uma mudança significativa na função. O trabalho conclui que a influência dos CHRO é maior do que nunca e que eles colaboram mais estreitamente com a alta administração. Mais concretamente, a maioria dos inquiridos afirma que a sua capacidade de influência aumentou e oito em cada dez declaram trabalhar agora mais próximo das equipas executivas do que antes. Esta mudança está associada à evolução do ambiente empresarial, no qual ganham relevância áreas como o bem-estar e a felicidade dos funcionários, a atração de talentos, o aumento da produtividade e um maior foco no cumprimento e aplicação de políticas internas.

Os resultados colocam os CHRO como aliados estratégicos dos CEO. A investigação reflete que nove em cada dez se consideram conselheiros de confiança do primeiro executivo ou do máximo responsável pela empresa. Além disso, eles apontam que a sua função influencia substancialmente a rentabilidade, a produtividade, a contratação e a fidelização dos funcionários a longo prazo, bem como a cultura corporativa, com percentagens majoritárias em todos esses aspectos. Nove em cada dez CHROs se consideram conselheiros de confiança e atribuem à sua área um impacto direto nos resultados, nas pessoas e na cultura. Na mesma linha, trabalhos citados pela McKinsey e pela Harvard Business Review mostram que os CHROs mais destacados participam ativamente na definição da estratégia e, por sua visão transversal do negócio, chegam a ser considerados possíveis sucessores na direção geral.

A agenda de prioridades mostra um alinhamento com o que a alta direção declara como objetivos crescentes: a contratação de candidatos de qualidade e a retenção de talentos a longo prazo, ambos com o mesmo peso na amostra, juntamente com o bem-estar da equipa. As prioridades de talento e bem-estar estão alinhadas com a agenda da direção, reforçando o papel da área de RH na execução do plano de negócios. Esta convergência explica, de acordo com o estudo, a maior presença dos CHRO na tomada de decisões corporativas.

Trabalho flexível e retenção

Os responsáveis pelos RH sublinham a importância dos modelos de trabalho flexíveis para construir equipas produtivas e leais. 81% consideram que a flexibilidade é fundamental para reter os melhores perfis e alertam para uma queda na retenção se estas opções não forem oferecidas. Outros dados do IWG citados na investigação indicam que, entre as empresas que já oferecem fórmulas flexíveis, uma ampla maioria dos seus gestores espera aumentos de produtividade.

Mark Dixon, CEO da International WorkplaceGroupPlc, acrescenta: “O trabalho híbrido e em plataforma já não é apenas uma vantagem, mas uma necessidade estratégica para as empresas que desejam prosperar no panorama competitivo atual. Ao adotar modelos de trabalho flexíveis, as empresas podem aumentar a sua produtividade, atrair e reter os melhores talentos e, em última análise, criar uma equipa mais feliz. Os diretores de recursos humanos estão na vanguarda desta transformação, garantindo que o trabalho híbrido não só promova o bem-estar e o progresso dos funcionários, mas também impulsione o sucesso empresarial a longo prazo”.

A perceção é clara em termos de mercado de trabalho: sem alternativas de flexibilidade, dois terços dos CHRO prevêem uma diminuição significativa na retenção, e a grande maioria identifica o trabalho flexível como a vantagem mais procurada pelos candidatos. As empresas que adotam o trabalho flexível esperam ganhar em retenção e desempenho, uma visão reforçada pelos dados do estudo e pelo posicionamento da empresa que o assina.

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