O IA Readiness Report 2025, que foi baseado num inquérito global a 3.200 executivos, aponta para um cenário em que a adoção da IA está em aceleração, mas a preparação estratégica e a mitigação de riscos ainda deixam a desejar.
Confiança na IA, mas incerteza sobre o futuro
O estudo revela que, apesar de 42% dos líderes reportarem um retorno positivo dos investimentos em IA, a incerteza em torno da segurança e da privacidade continua a travar uma adoção mais abrangente. 71% dos inquiridos identificam a proteção de dados como uma das principais barreiras à implementação da IA, um reflexo da crescente preocupação com ameaças cibernéticas sofisticadas, como phishing avançado e deepfakes, impulsionadas pela IA generativa.

José Manuel Paraíso, Diretor-Geral da Kyndryl em Portugal, alerta que a falta de preparação não se restringe à tecnologia, mas também às equipas que a operam:
“A formação das equipas de IT e dos seus líderes é fundamental para garantir a proteção adequada das infraestruturas. É crucial investir em programas de capacitação que acompanhem a evolução das ameaças emergentes.”
Segurança e governação: as prioridades para 2025
Para colmatar as lacunas na preparação das empresas, o IA Readiness Report destaca algumas medidas essenciais para uma adoção mais segura e eficaz da IA:
- Formação contínua das equipas de TI, garantindo uma resposta ágil a novas ameaças.
- Implementação do modelo Zero Trust, que trata todo o tráfego de rede como não fiável até prova em contrário.
- Criação de quadros de governação específicos para IA generativa, assegurando conformidade com regulamentos de segurança e privacidade.
O relatório da Kyndryl sublinha que as empresas que adotarem uma abordagem proativa e estratégica na implementação da IA estarão melhor posicionadas para transformar a tecnologia num verdadeiro motor de crescimento e inovação. Contudo, sem uma aposta sólida na segurança e governação, os riscos podem facilmente eclipsar os benefícios.
O estudo da Kyndryl serve, assim, como um alerta: a inteligência artificial está a redefinir os negócios, mas sem preparação adequada, as oportunidades podem tornar-se vulnerabilidades.







