Desde que iniciou as suas operações em fevereiro passado, a Entire introduziu uma camada de memória semântica na sua plataforma, concebida para impedir que os assistentes de programação automatizados repitam erros. Esta ferramenta integra-se com os principais geradores de código do setor para que o sistema armazene no repositório cada sessão do agente, além das instruções e dos pontos de controlo, juntamente com o próprio código-fonte criado.
A partir desta funcionalidade de base, a empresa acrescenta novas capacidades para interpretar o histórico de desenvolvimento. Entre estas novidades, destaca-se um sistema que expõe o motivo e a decisão técnica da inteligência artificial após a modificação de uma linha de código, um modelo de revisão paralela para avaliar as alterações e uma função de pesquisa que ajuda os profissionais técnicos a compreender as razões por trás de cada fragmento escrito.
O diretor executivo da empresa, Thomas Dohmke, considera que esta ligação semântica facilita a verificação do trabalho automatizado, aumenta a produtividade e reduz os custos associados ao processamento de informação. Neste contexto de expansão técnica e corporativa, a empresa, que já está presente em Espanha, na Alemanha e noutros países, e prevê atingir os sessenta colaboradores até ao final do ano, apresentou a versão preliminar da sua rede Git distribuída.
Atualmente, essa plataforma está sujeita a uma lista de espera e possui servidores ativos na Europa, na América do Norte e na Austrália. Permite alojar repositórios em diferentes localizações globais através da criação de réplicas regionais num único passo, mantendo intacta a localização original do projeto.
O principal objetivo desta descentralização é aliviar a carga de tráfego e eliminar as restrições de utilização devido ao excesso de pedidos, um problema frequente decorrente do volume de trabalho massivo que os programadores exercem sobre os servidores centrais. Para suportar esta elevada concorrência, a empresa reconstruiu a arquitetura interna do sistema, conseguindo manter, nos testes iniciais, cerca de 570 000 operações de cópia por hora (o processo de descarregar um projeto para trabalhar nele) num único repositório.
No que diz respeito às operações de envio de código modificado para o servidor, a plataforma suportou 586 execuções por segundo. Num ambiente real que combina repetidamente ambas as ações, registaram-se 470 operações por segundo com um atraso mínimo na resposta. Toda esta tecnologia subjacente será publicada em código aberto para utilização livre.
Os dirigentes da empresa defendem que a tecnologia de controlo de versões foi originalmente concebida com uma abordagem descentralizada que é necessário recuperar atualmente. Por isso, o plano de ação da organização para os próximos meses passa por permitir o alojamento nativo de repositórios tanto públicos como privados.
Com esta mudança estrutural, a empresa procura descentralizar completamente a rede de desenvolvimento de software para garantir a soberania dos dados e a escalabilidade técnica a nível mundial sem comprometer a velocidade operacional.







