A Ericsson apresentou às autoridades suecas uma proposta para reduzir o número de trabalhadores na Suécia, num movimento que faz parte de uma iniciativa global destinada a melhorar a sua estrutura de custos. A empresa sublinha que esta abordagem é compatível com a continuidade dos investimentos considerados essenciais para a sua atividade.
A proposta foi formalmente submetida ao Serviço Público de Emprego da Suécia, tendo sido também iniciado o processo de negociação com os sindicatos suecos relevantes, como exige a legislação laboral do país.
De acordo com informação avançada pela Bloomberg, a Ericsson conta atualmente com cerca de 12.600 colaboradores na Suécia. Os cortes agora propostos poderão afetar aproximadamente 13 por cento da força de trabalho local, embora a empresa não tenha detalhado publicamente o número exato de postos de trabalho abrangidos.
A nível global, o grupo emprega cerca de 90 mil pessoas, o que enquadra esta medida como um ajuste concentrado sobretudo no mercado doméstico. Ainda assim, não se trata de um episódio isolado. Em 2024, a Ericsson já tinha reduzido cerca de 1.200 postos de trabalho na Suécia, depois de ter cortado aproximadamente 1.400 posições em 2023, refletindo uma trajetória continuada de racionalização de recursos.
No comunicado divulgado, a empresa enquadra estes ajustamentos numa estratégia focada no desenvolvimento de redes programáveis. Segundo a Ericsson, este tipo de redes permite oferecer serviços diferenciados e criar novas oportunidades de monetização, um eixo estratégico que continua a orientar as decisões de investimento.
Paralelamente, as iniciativas para aumentar a eficiência operacional deverão prosseguir em todo o grupo, embora a empresa tenha indicado que estas não serão anunciadas de forma individualizada, sugerindo um processo contínuo e transversal às várias geografias.
O momento escolhido para esta comunicação antecede a divulgação de resultados financeiros relevantes. A Ericsson tem prevista a apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2025 no próximo dia 23 de janeiro, uma data que deverá trazer mais contexto financeiro para enquadrar estas decisões de gestão.







