Escola Superior Náutica reforça presença portuguesa no maior exercício mundial de robótica marítima

Estudantes e professores da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique integram o Naval-REX25, inserido no REPMUS 2025, que reúne em Portugal mais de 2.000 participantes de 32 países.
12 de Setembro, 2025
15a edição do REPMUS 2025 - Troia e Sesimbra

A 15.ª edição do REPMUS – Robotic Experimentation and Prototyping with Maritime Unmanned Systems iniciou-se a 8 de setembro em Tróia e Sesimbra, prolongando-se até 26 de setembro. Organizado pela Marinha Portuguesa, o exercício é considerado o maior evento mundial de experimentação em robótica e veículos não tripulados no mar, com mais de 2.000 participantes de 32 países.

A edição deste ano tem como co-organizadores a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, o Centre for Maritime Research and Experimentation, o NATO Joint Capability Group Maritime Unmanned Systems e a European Defence Agency. O REPMUS 2025 decorre em paralelo com o exercício Dynamic Messenger (DYMS) da NATO, a partir de 15 de setembro.

A presença portuguesa inclui a equipa da Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH), composta por estudantes e professores, que entre 10 e 13 de setembro participa no exercício Naval-REX25, realizado no Centro de Experimentação Operacional da Marinha, em Tróia. O Naval-REX25 é organizado em conjunto com a Escola Naval e o CINAV – Centro de Investigação Naval.

A equipa da ENIDH, que já conquistou anteriormente o prémio Marathon, integra professores e alunos da própria escola, do Instituto Superior Técnico, do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e da Universidade Nova. Os trabalhos apresentados abrangem áreas como vela robótica, embarcações autónomas, comunicações, energia solar e algoritmos de navegação.

Entre os participantes estão os estudantes Alexandre Figueiredo, Christian Gonçalves e Francisco Pinheiro, acompanhados pelos professores Carlos Gonçalves, Pedro Teodoro e João Costa. Parte do contributo científico está associado a teses de mestrado e projetos de investigação aplicada, refletindo a aposta nacional na integração entre meio académico e setores da defesa e segurança.

O arranque oficial do exercício foi marcado, no dia 8 de setembro, pelo hastear simultâneo das bandeiras nacionais dos países participantes, num momento simbólico realizado na península de Tróia. A cerimónia inaugural destacou a cooperação multinacional como fator essencial para o desenvolvimento de novas tecnologias marítimas.

Durante três semanas, Portugal acolhe entidades académicas, empresas e organizações militares para testar e desenvolver sistemas de navegação e comunicação de próxima geração. O REPMUS 2025 reforça a interoperabilidade entre países e posiciona Portugal como um dos polos centrais no avanço da robótica marítima global.

Opinião