A Fortinet apresentou o seu Relatório de Sustentabilidade 2025, num contexto em que as empresas enfrentam um aumento da superfície de ataque digital e uma crescente sofisticação das ameaças informáticas. O documento procura demonstrar de que forma a fabricante de cibersegurança está a integrar critérios ambientais, sociais e de governação na sua estratégia tecnológica e operacional.
A empresa defende que a sustentabilidade deixou de estar limitada às questões ambientais, passando também a incluir a resiliência digital, a continuidade operacional e a confiança nas organizações. Segundo a Fortinet, esta abordagem ganha particular relevância numa altura em que as empresas são confrontadas com novas exigências regulatórias relacionadas com segurança, compliance e gestão de risco.
Entre os principais pontos do relatório surge o reforço da participação da empresa em iniciativas internacionais de combate ao cibercrime. A Fortinet destaca o envolvimento na Operação Serengeti 2.0, coordenada pela INTERPOL, que levou ao desmantelamento de mais de 11.400 infraestruturas maliciosas e à detenção de mais de 1.200 suspeitos ligados a atividades de cibercrime.
A empresa refere também que expandiu as capacidades de segurança quântica da plataforma FortiOS, incorporando mecanismos de criptografia pós-quântica, encriptação híbrida e distribuição de chaves quânticas. O objetivo passa por preparar as organizações para futuros riscos associados à evolução da computação quântica e ao impacto potencial dessa tecnologia nos atuais sistemas criptográficos.
O relatório dá igualmente destaque à componente ambiental da operação da Fortinet. A empresa afirma ter conseguido melhorias de eficiência energética nos seus equipamentos, com reduções de consumo que podem atingir 62% face a gerações anteriores de produtos.
A Fortinet anunciou ainda a disponibilização de Declarações Ambientais de Produto para soluções de rede e segurança, procurando aumentar a transparência sobre o impacto ambiental dos seus equipamentos ao longo do ciclo de vida. A medida pretende responder à crescente pressão das organizações para integrarem critérios ESG também nos processos de aquisição tecnológica.
Na área da capacitação de talento, a empresa indica ter formado mais de 914 mil pessoas em cibersegurança desde 2022, aproximando-se da meta de um milhão de profissionais qualificados até 2026.
A escassez de competências continua a ser apresentada como um dos principais desafios estruturais do setor, levando a Fortinet a reforçar o investimento em formação e qualificação técnica. A empresa considera que a preparação de profissionais é um elemento central para garantir a continuidade operacional e a capacidade de resposta das organizações perante incidentes de segurança.
O relatório inclui ainda medidas relacionadas com governação e compliance. Em 2025, a Fortinet criou um comité dedicado à governação da inteligência artificial e definiu princípios orientadores para utilização responsável desta tecnologia. A empresa refere também níveis de adesão superiores a 99% nos programas internos de ética e conformidade.
Num cenário marcado pela entrada em vigor de regulamentações como a NIS2 e o DORA, a Fortinet sustenta que a integração entre segurança, sustentabilidade e governação poderá tornar-se um fator diferenciador para as organizações.
A empresa procura posicionar a sustentabilidade digital como um elemento competitivo, defendendo que os critérios ESG passam a influenciar não apenas políticas ambientais, mas também estratégias de cibersegurança e gestão de risco tecnológico.







