A Fortinet anunciou um conjunto de atualizações na sua plataforma de operações de segurança durante o evento Fortinet Accelerate 2026, realizado a 20 de abril, em Lisboa. As novidades centram-se na unificação das operações de segurança (SOC) na cloud, na integração de inteligência artificial e na simplificação da gestão de endpoints, num contexto em que as ameaças digitais se tornam mais sofisticadas e rápidas.
A evolução da plataforma Fortinet Security Operations (SecOps) surge num cenário em que as equipas de segurança enfrentam uma superfície de ataque mais alargada, que inclui dispositivos finais, identidades, ambientes cloud, email e redes. A este desafio junta-se a escassez de profissionais qualificados e o aumento do volume de alertas, muitas vezes dispersos por múltiplas ferramentas. A proposta da Fortinet passa por consolidar telemetria, análise de dados, inteligência de ameaças e resposta numa única arquitetura, reduzindo a complexidade operacional e acelerando as investigações.
Segundo a empresa, estas melhorias estruturam-se em quatro áreas principais, nomeadamente a modernização dos centros de operações de segurança, a execução baseada em inteligência artificial, o reforço de serviços geridos e a simplificação da proteção de endpoints.
Um dos destaques é a antevisão do FortiSOC, uma oferta em modelo SaaS que reúne funcionalidades anteriormente distribuídas por várias soluções, como análise de eventos, orquestração e resposta a incidentes, e inteligência de ameaças. O FortiSOC foi concebido para centralizar ingestão de dados, correlação de eventos, automação e gestão de incidentes numa única consola, com um modelo de dados unificado e escalável na cloud.
A plataforma integra ainda capacidades de inteligência artificial e aprendizagem automática, permitindo acelerar processos como análise de comportamentos e resposta a incidentes. Em paralelo, a Fortinet está a expandir o FortiAI para suportar uma abordagem designada como “agentic”, na qual agentes de IA executam tarefas de forma autónoma ao longo de todo o ciclo de deteção, investigação e resposta. Estes agentes podem automatizar a triagem de alertas, apoiar investigações e realizar atividades de threat hunting, mantendo continuidade entre diferentes etapas do processo de segurança.
A empresa reforçou também o FortiGuard SOC-as-a-Service, direcionado a organizações que procuram monitorização contínua e gestão externa de incidentes. As melhorias incluem maior integração com soluções de terceiros e maior visibilidade sobre ambientes híbridos, através da recolha de dados provenientes de diferentes fontes.
A capacidade de integrar logs de múltiplos fornecedores e de expandir a visibilidade na cloud pretende aumentar a precisão da deteção e a confiança nas investigações, especialmente em infraestruturas complexas que combinam diferentes tecnologias.
No campo da proteção de dispositivos finais, a Fortinet introduziu melhorias no FortiEndpoint com o objetivo de reduzir a fragmentação e simplificar a gestão. A nova abordagem assenta na consolidação de várias funcionalidades de segurança num único agente, abrangendo acesso seguro, proteção contra ameaças, deteção e resposta e prevenção de fuga de dados.
A empresa acrescentou ainda mecanismos de visibilidade e controlo sobre aplicações baseadas em inteligência artificial, permitindo às organizações monitorizar e limitar o uso destas ferramentas quando representam risco para os dados. A integração reforçada das capacidades de deteção e resposta contribui para uma gestão centralizada e um modelo de licenciamento mais simples.
No conjunto, as atualizações apresentadas pela Fortinet refletem uma estratégia de consolidação tecnológica e de maior automatização das operações de segurança. A empresa procura responder a um ambiente de ameaças acelerado pela inteligência artificial com uma plataforma única que combina visibilidade, automação e resposta em escala, permitindo às organizações adaptar as suas defesas sem necessidade de reestruturar totalmente as operações existentes.







