Fundo NOS 5G investe na Coreflux para acelerar a IoT em tempo real

O Fundo NOS 5G participou numa ronda de financiamento de 1,2 milhões de euros na Coreflux, startup do Porto especializada em conectividade e controlo de dados para a Internet of Things. O investimento, coliderado pela Armilar Venture Partners, junta tecnologia de dados em tempo real com capacidades avançadas do 5G.
15 de Dezembro, 2025

O Fundo NOS 5G, criado pela NOS e gerido pela Armilar Venture Partners, coliderou uma ronda de investimento de 1,2 milhões de euros na Coreflux. A operação envolve uma empresa portuguesa fundada em 2023, no Porto, focada em resolver um dos principais desafios da Internet of Things (IoT): ligar, tratar e usar dados de forma imediata e em grande escala.

A Coreflux desenvolveu um ecossistema próprio que integra conectores de sistemas, brokers de dados e serviços de cloud. Na prática, esta combinação permite às organizações recolher informação de múltiplas fontes, processá-la e suportar decisões em tempo real, sem depender de arquiteturas rígidas ou excessivamente complexas.

A proposta tecnológica da Coreflux assenta na recolha, processamento e utilização de dados em tempo real para ambientes de IoT. Quando combinada com as características técnicas do 5G, esta abordagem abre espaço a novos cenários de utilização. A quinta geração móvel consegue suportar densidades muito elevadas de dispositivos, garantir latência muito reduzida e permitir o chamado network slicing, ou seja, a criação de fatias de rede ajustadas a diferentes necessidades de serviço.

Do ponto de vista da NOS, a articulação entre infraestrutura de comunicações e software de dados é central para a evolução de setores como a indústria, a energia, a mobilidade ou as infraestruturas urbanas. A empresa vê este investimento como uma forma de aplicar o 5G a casos concretos de negócio, indo além da conectividade genérica.

A combinação entre a infraestrutura 5G da NOS e a tecnologia da Coreflux pretende viabilizar novos modelos operacionais em áreas como indústria, energia, mobilidade e infraestruturas inteligentes. O objetivo passa por permitir que sistemas físicos comuniquem de forma contínua, reajam ao contexto e automatizem decisões com base em dados atualizados ao segundo.

A visão da Coreflux aponta para uma rede global com um número massivo de dispositivos ligados, desde equipamentos industriais a sistemas urbanos. Exemplos simples ajudam a perceber o alcance: semáforos que se adaptam ao fluxo de trânsito, máquinas que ajustam a produção em função da procura ou contadores de energia que comunicam consumos em tempo real.

A Coreflux posiciona-se como a camada que traduz dados, automatiza decisões e assegura o armazenamento da informação gerada por milhões de dispositivos. Neste modelo, o 5G garante escala e desempenho, enquanto o software trata da interoperabilidade e da inteligência operacional.

Com este investimento, o Fundo NOS 5G reforça a sua aposta em empresas nacionais que desenvolvem tecnologia aplicada sobre redes avançadas. Para os decisores de compras tecnológicas, o movimento sinaliza uma maturação do ecossistema português de IoT, com soluções pensadas para ambientes empresariais exigentes e dependentes de dados em tempo real.

Opinião