A Meta Platforms prepara-se para despedir cerca de 8.000 trabalhadores, o equivalente a 10% da sua força laboral, numa medida prevista para 20 de maio. A decisão surge num contexto de aumento expressivo dos investimentos em inteligência artificial, com impacto direto na estrutura financeira da empresa.
Segundo informação interna citada pela Bloomberg, a empresa cancelou também planos para preencher 6.000 vagas em aberto. A responsável de recursos humanos, Janelle Gale, terá indicado que a antecipação do anúncio se deveu à divulgação prévia de informações na comunicação social.
A Meta Platforms prevê eliminar cerca de 10% da sua força de trabalho e cancelar milhares de contratações previstas, numa estratégia de contenção associada ao investimento em inteligência artificial.
Os colaboradores nos Estados Unidos afetados pelos cortes deverão receber, no mínimo, 16 semanas de salário base, acrescidas de duas semanas por cada ano de serviço, bem como cobertura de saúde durante 18 meses.
A redução de pessoal surge numa fase em que a empresa está a reforçar a aposta em inteligência artificial, com investimentos em centros de dados de grande escala e no desenvolvimento interno de chips. Este movimento segue uma reestruturação iniciada em março, que já tinha resultado na saída de várias centenas de trabalhadores em áreas como vendas, recrutamento e na divisão de hardware Reality Labs.
O aumento dos custos associados à construção de centros de dados e ao desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial está a pressionar as decisões operacionais da empresa.
Também a Microsoft está a avançar com uma redução da sua força de trabalho, ainda que através de programas de saída voluntária. A empresa pretende abranger cerca de 7% dos seus colaboradores nos Estados Unidos, o que corresponde a aproximadamente 8.750 pessoas elegíveis, num universo de 125.000 trabalhadores.
A Microsoft pretende reduzir até 7% da sua força de trabalho nos Estados Unidos através de saídas voluntárias, num universo de cerca de 125.000 colaboradores.
A decisão surge num momento em que a tecnológica continua a expandir a sua infraestrutura global de inteligência artificial e cloud. Durante este mês, a empresa anunciou novos investimentos em centros de dados na Noruega e em Singapura, reforçando a sua presença internacional neste domínio.
Tal como a Meta, a Microsoft enfrenta um aumento significativo dos custos associados ao desenvolvimento e operação de infraestruturas de suporte à inteligência artificial, incluindo centros de dados e plataformas de cloud computing.
Ambas as empresas estão a canalizar recursos significativos para infraestruturas de inteligência artificial, ao mesmo tempo que ajustam as suas estruturas de pessoal para acomodar esses investimentos.
O movimento das duas tecnológicas reflete uma tendência mais ampla no setor, em que o crescimento acelerado da inteligência artificial está a obrigar as empresas a reavaliar prioridades e a redistribuir recursos, com impacto direto no emprego.







