Google vai lançar o Chrome para Linux em ARM

Com as mesmas funcionalidades que nas outras plataformas de hardware/software, teremos esta versão disponível ao longo do próximo segundo trimestre deste ano.
19 de Março, 2026

Numa recente publicação no blogue oficial do navegador Chromium (que serve de base ao navegador Chrome da Google), a Google confirmou o próximo lançamento do Chrome para dispositivos baseados na arquitetura ARM64 que executem o sistema operativo Linux e que, em princípio, deverá ser lançado durante o segundo trimestre deste ano de 2026.

Esta decisão tem como objetivo, segundo explica a própria Google, responder à procura dos profissionais por uma ferramenta de navegação que combine a base de código aberto do projeto Chromium com os serviços e aplicações próprios da empresa.

Para facilitar a implementação em ambientes corporativos, a empresa estabeleceu um acordo de colaboração com a NVIDIA destinado a simplificar a instalação do navegador nos sistemas DGX Spark. Da mesma forma, os responsáveis de TI que operam com outras distribuições de Linux nas suas organizações poderão descarregar o programa diretamente do portal oficial da empresa.

O percurso de adaptação do navegador Chrome a arquiteturas baseadas em processadores ARM começou em 2020, quando a Google lançou uma versão específica para equipamentos macOS equipados com os microprocessadores Apple Silicon. Quatro anos depois, a mesma empresa alargou esta compatibilidade aos sistemas Windows com arquitetura ARM.

Por outro lado, durante o último exercício de 2025, a NVIDIA apresentou o já mencionado DGX Spark, um computador pequeno mas potente orientado para a execução de inferência de IA que integra a arquitetura Grace Blackwell para GPUs.

A disponibilidade do Chrome para Linux em ARM64 significa que, ao iniciar sessão com uma conta corporativa ou pessoal nesse navegador, os utilizadores poderão sincronizar os seus favoritos, o histórico de navegação e os separadores abertos entre diferentes dispositivos.

A aplicação também permite a instalação de extensões a partir da sua loja oficial sem que os administradores precisem de alterar parâmetros ou utilizar ferramentas especializadas, e inclui uma função de tradução de páginas integrada na própria interface, tal como as suas contrapartes para plataformas de software que funcionam em processadores x86-64.

No âmbito da proteção da infraestrutura tecnológica, esta versão incorporará ferramentas de segurança contra roubo de identidade e código malicioso executado em tempo real, baseando o seu funcionamento em inteligência artificial combinada com os registos de ameaças informáticas detetadas pelo Google.

Estas capacidades de proteção são complementadas pela integração de sistemas de pagamento e preenchimento automático de dados, juntamente com um gestor de palavras-passe que armazena, gera e supervisiona as credenciais, emitindo alertas automatizados se detetar que alguma das contas corporativas ficou exposta em fugas de dados externas.

Assim, parece que a Google irá lançar o Chrome no Linux em ARM porque é possível e fácil, e não por uma previsão do aumento da procura por esse sistema operativo, que, apesar de um ligeiro aumento ao longo dos últimos meses, nos desktop parece condenado a não ultrapassar uma quota de mercado de 5%.

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