Pedro Brito – Diretor Geral do Negócio de Impressão para Portugal e Espanha

HP quer liderar a reinvenção da impressão na Península Ibérica

"Há cinco grandes tendências: servitização, integração digital, sustentabilidade, personalização e inteligência artificial."
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O setor da impressão está a atravessar uma transformação profunda. Longe do discurso do declínio, a HP defende que a impressão se está a reinventar para responder ao trabalho híbrido, à digitalização e às metas de sustentabilidade. Conversámos com Pedro Brito, responsável máximo pela área de impressão em Portugal e Espanha, para perceber como a empresa lê o mercado e para onde quer ir.

Qual é a visão da HP para o mercado de impressão em Portugal e Espanha nos próximos anos?

Vemos um setor em plena reinvenção. A impressão não está a desaparecer. Está a adaptar-se. O nosso objetivo para Portugal e Espanha é liderar esta transformação, oferecendo soluções inteligentes, seguras e integradas que tornam a impressão uma peça estratégica da produtividade empresarial.

De que forma a HP está a reposicionar a impressão no contexto do trabalho híbrido?

O trabalho já não vive preso ao escritório. A impressão também não pode estar. Estamos a torná-la uma experiência fluida e conectada. Quer esteja no escritório, em casa ou num cowork, a impressão tem de ser acessível, segura e integrada nos fluxos digitais. É isso que estamos a construir: uma impressão que acompanha o utilizador, não o contrário.

Quais são os setores que mais puxam pela procura de soluções de impressão?

Saúde, educação e administração pública mantêm uma procura elevada. Mas hoje vemos um crescimento forte nas PME e nas grandes empresas que procuram soluções escaláveis, sustentáveis e seguras. Estão a integrar a impressão nas suas estratégias de transformação digital.

A inteligência artificial, a cloud e a segurança são agora pilares destas soluções?

Sem dúvida. A IA permite prever falhas, otimizar consumíveis e automatizar tarefas. A cloud garante uma gestão centralizada e flexível, essencial em ambientes híbridos. E a segurança está integrada desde a origem. Falamos de arranque seguro, deteção de intrusões, encriptação e recuperação automática. A impressora deixa de ser um ponto vulnerável e passa a ser um elemento monitorizado e protegido.

A cibersegurança continua a ser uma das grandes preocupações dos responsáveis de TI. Como responde a HP a esse desafio?

Com uma abordagem de segurança por design. As nossas impressoras já nascem com mecanismos de proteção ativa e com IA para identificar padrões suspeitos. A ideia é simples. Se a impressora está ligada à rede, tem de ter o mesmo nível de proteção que qualquer outro endpoint da empresa.

Quais são as tendências que vão definir o futuro da impressão profissional?

Há cinco grandes tendências: servitização, integração digital, sustentabilidade, personalização e inteligência artificial. Estas tendências mostram o caminho do setor e reforçam algo importante. A impressão está a evoluir, não a desaparecer.

Como é que a HP vê o equilíbrio entre papel e digitalização?

Defendemos um equilíbrio inteligente. Continuamos a precisar de papel em muitos contextos, mas a sua utilização deve ser otimizada. A IA ajuda-nos a perceber quando imprimir, como reduzir desperdício e como integrar processos digitais. O papel vai continuar a existir, mas com mais critério.

O modelo Printing as a Service é estratégico para a HP?

Absolutamente. Este modelo permite às empresas transformar a impressão num serviço previsível, gerido e eficiente. Com IA e cloud, garantimos monitorização contínua, consumíveis automáticos e manutenção proativa. O cliente ganha produtividade e liberta recursos internos.

Portugal e Espanha são mercados diferentes. De que forma isso influencia a estratégia ibérica?

Influencia bastante. Portugal tem as PME muito ágeis e com forte apetência pela digitalização. Espanha tem um tecido empresarial mais diverso e uma presença institucional significativa. A nossa estratégia ibérica é construída a pensar nestas diferenças. Uma solução única para todos não funciona.

Como estão a apoiar a transformação digital das empresas portuguesas?

Com um ecossistema completo que junta hardware inteligente, software avançado e serviços especializados. A IA automatiza processos e reduz desperdício. A cloud facilita a gestão remota. E os nossos serviços ajudam as empresas a modernizar os seus fluxos, aumentar eficiência e reforçar segurança.

Se tivermos de projetar o futuro, qual será o papel da impressão em 2030?

A impressão será mais invisível, mas mais essencial. Vai estar integrada nos fluxos digitais, apoiada por IA e adaptada em tempo real às necessidades de cada equipa. O papel existe, mas é usado apenas quando faz sentido. A impressão passa a ser uma ferramenta estratégica, não apenas uma função técnica.

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