A Qlik confirmou a disponibilidade geral da sua chamada experiência agêntica dentro da plataforma Qlik Cloud, um movimento estratégico com o qual procura consolidar o uso da inteligência artificial nos fluxos de trabalho.
Esta nova proposta é articulada principalmente através do Qlik Answers, que atua como uma interface conversacional unificada, e do lançamento do servidor Qlik Model Context Protocol (MCP), que permite que assistentes de terceiros acedam com segurança as capacidades analíticas e os produtos de dados da empresa. Com esta integração, ferramentas externas, como o Claude da Anthropic, podem operar conectadas ao motor da empresa.
A estratégia responde a uma evolução do mercado, em que as empresas estão a abandonar a fase de testes de conceito para se concentrarem em implementações em produção. Nesta dinâmica, os departamentos de tecnologia requerem sistemas capazes de trabalhar tanto com análises estruturadas como com conteúdo não estruturado, mas com a condição indispensável de preservar a lógica de negócio e demonstrar como se chegou a uma conclusão específica.
Para cobrir essa necessidade, a nova experiência combina o raciocínio da inteligência artificial com os cálculos do motor da empresa para oferecer respostas transparentes e adequadas para a tomada de decisões reais.
Dentro do Qlik Cloud, esta atualização incorpora capacidades concebidas para transformar as perguntas dos utilizadores em respostas controladas e explicáveis. O sistema utiliza uma estrutura agêntica que, apoiada no Qlik Analytics Engine, permite gerar respostas fundamentadas em documentos selecionados, incluindo citações e explicações do raciocínio seguido, o que proporciona a rastreabilidade necessária para o ambiente corporativo.
Da mesma forma, o servidor MCP expõe a tecnologia da Qlik ao nível do motor e da ferramenta, facilitando que assistentes externos gerem perspetivas («insights») trabalhando com dados governados através das API da plataforma.
A direção executiva da empresa indicou que o panorama para 2026 será marcado pela volatilidade geopolítica, pelo endurecimento das regulamentações sobre IA e por uma pressão constante sobre os custos. Diante dessa realidade, os executivos enfatizam a necessidade de sistemas que ofereçam auditoria, governança e capacidade de ação dentro dos fluxos de trabalho reais, afastando-se de soluções que não oferecem controlos defensáveis.
A proposta técnica diferencia-se ao preservar o contexto durante o cálculo, o que permite um raciocínio mais preciso sobre os dados da organização em comparação com abordagens que reduzem as consultas a perguntas isoladas.
No âmbito da gestão operacional, a empresa também planeou a implantação de agentes de descoberta («Discovery Agent») e produtos de dados para análise, ferramentas cuja disponibilidade está programada para pouco depois do lançamento inicial e que são projetadas para monitorizar métricas-chave, detetar anomalias significativas antes que os problemas se agravem e partir de conjuntos de dados governados para garantir a fiabilidade tanto para os utilizadores humanos como para a IA.
O roteiro da empresa prevê uma expansão desta estratégia de agentes, com planos para incorporar agentes adicionais focados na qualidade dos dados e na administração técnica, bem como ampliar o suporte a outras ferramentas de IA através do protocolo MCP ao longo do ano.
Por fim, a empresa também informou que as melhorias de agentes do Qlik Answers e do servidor MCP já estão disponíveis de forma geral, enquanto as demais funcionalidades serão implementadas em breve, podendo ser adquiridas por meio de canais como o AWS Marketplace para facilitar a gestão de compras sob acordos existentes.






