IA muda as regras da pesquisa e obriga a repensar o posicionamento web

A irrupção da inteligência artificial generativa modifica os hábitos de pesquisa e o funcionamento dos motores: o Google prepara visualizações criadas pelo Gemini, o SEO cede terreno ao GEO e o foco desloca-se para conteúdos com contexto, profundidade e suporte técnico sólido.
23 de Outubro, 2025

Até 67% das pesquisas já não geram cliques nos resultados, uma mudança associada a novas formas de apresentação impulsionadas pela IA. Copilot, ChatGPT ou Perplexity introduziram respostas diretas e resumos que satisfazem parte das consultas sem necessidade de visitar páginas externas. Nesta mesma linha, o Google anunciou uma mudança no seu motor de busca: as listas tradicionais darão lugar a visualizações geradas pelo Gemini, o que altera a relação entre o conteúdo publicado e o tráfego recebido.

Até agora, o SEO (Search Engine Optimization) ditava as regras de criação e visibilidade, com especial ênfase nas palavras-chave e na sua localização nas páginas e metadados. Com a chegada do GEO (Generative Engine Optimization), o contexto da informação situa-se entre os pilares para aparecer em posições de destaque, conforme detalha David Blanch, diretor digital da cdmon. Esta abordagem transfere o esforço da mera coincidência de termos para a capacidade de resolver com clareza e cobertura real as necessidades da consulta.

O conteúdo que será priorizado não será aquele gerado automaticamente e de baixa qualidade, mas aquele que for bem pesquisado, com profundidade, autoridade e valor diferencial. A orientação prática implica incorporar perguntas frequentes em cada peça e respondê-las de forma direta e compreensível, evitando rodeios e formulações ambíguas. Na prática, as páginas devem incluir FAQ integradas, explicações concisas e evitar a automatização indiscriminada, aspetos que se tornam determinantes na avaliação dos motores gerativos.

Infraestrutura e segurança, a outra frente do posicionamento

Além do texto visível, a infraestrutura técnica (especialmente a velocidade de carregamento) será fundamental para que os algoritmos considerem um site confiável. A redução dos tempos de espera melhora a experiência do utilizador e aumenta a probabilidade de uma página ser catalogada como fonte confiável. Nesta adaptação, a cdmon antecipa que já está a trabalhar em melhorias na resposta dos servidores.

A cibersegurança é incorporada à equação com maior peso. O cumprimento de normas como o Esquema Nacional de Segurança (ENS) e a certificação ISO 27001 contribui para proteger as informações e reforçar a credibilidade do site.

O cenário, classificado internamente como exigente, não se limita a desafios: abre-se uma oportunidade para tornar o conteúdo mais útil e relevante, apoiado em hospedagem de qualidade, segurança e adaptação contínua à IA. A cdmon antecipa que o futuro do posicionamento em ambientes generativos girará em torno dessa base técnica e organizacional, juntamente com a melhoria permanente dos materiais publicados.

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