A WYnova anunciou o lançamento de um conjunto de soluções de inteligência artificial dirigido a empresas com candidaturas aprovadas pela medida Linha IA nas PME, integrada no Plano de Recuperação e Resiliência 2030. A iniciativa procura responder a uma das dificuldades mais frequentes nos projetos de transformação digital: passar da aprovação do financiamento para a implementação prática de soluções que tenham impacto no funcionamento diário das empresas.
A oferta da WYnova foi desenhada para apoiar organizações que já têm financiamento aprovado, mas precisam de transformar essa oportunidade em projetos tecnológicos executáveis. Para isso, a empresa apresenta três áreas de intervenção. A primeira assenta em soluções de IA pré-construídas, pensadas para desafios operacionais recorrentes. A segunda foca-se na automação de fluxos de trabalho entre sistemas que não comunicam entre si. A terceira prevê a construção de plataformas de raiz quando não existe no mercado uma solução adequada ao problema identificado.
A empresa defende que o financiamento é apenas uma parte do percurso. O passo mais exigente está na definição da arquitetura tecnológica, na escolha dos casos de uso e na capacidade de fazer com que a inteligência artificial produza ganhos reais de produtividade, eficiência e competitividade. É neste ponto que a WYnova procura posicionar a sua nova oferta.
Para concretizar estes projetos, a WYnova recorre a uma equipa de engenheiros sénior com experiência em inteligência artificial generativa, agentes autónomos e automação de processos. A empresa trabalha segundo o modelo Forward Deployed Engineer, uma abordagem em que o profissional que analisa o problema no terreno é também responsável por construir a solução tecnológica.
A WYnova afirma que não pretende substituir os sistemas tecnológicos já usados pelas empresas, mas criar uma camada de inteligência artificial que os torne mais rápidos e úteis para os colaboradores. Essa camada pode ligar-se a ferramentas como ERP, CRM e plataformas operacionais, permitindo que os utilizadores trabalhem sobre sistemas existentes de forma mais eficiente e com menor fricção.
Na prática, a proposta procura responder a problemas comuns em projetos empresariais de inteligência artificial, como a dificuldade em escolher casos de uso relevantes, integrar diferentes tecnologias, gerir a mudança dentro das equipas e garantir que as soluções saem da fase experimental para utilização efetiva.
A Linha IA nas PME prevê um apoio máximo de 300.000 euros por empresa e destina-se a projetos de investigação industrial e desenvolvimento experimental. O objetivo da medida é apoiar investimentos que permitam o lançamento de novos produtos ou serviços, criando condições para que pequenas e médias empresas portuguesas acelerem a adoção de inteligência artificial em contexto empresarial.
Com esta iniciativa, a WYnova procura posicionar-se como parceira de execução para organizações que já deram o primeiro passo no acesso ao financiamento, mas que precisam agora de transformar essa aprovação em soluções aplicadas ao negócio.







