A evolução do trabalho híbrido transformou os computadores pessoais no repositório central de grandes volumes de informação sensível das organizações, abrangendo desde credenciais de acesso a dados confidenciais de clientes e colaboradores. Este cenário foi intensificado pelo crescimento das aplicações de inteligência artificial que processam voz, vídeo e capturas de ecrã diretamente nos dispositivos, elevando a quantidade de registos guardados na periferia das redes corporativas. Para salvaguardar estes ativos em caso de perda ou roubo dos equipamentos, as empresas têm recorrido de forma generalizada à ferramenta de encriptação BitLocker. Contudo, falhas detetadas nos últimos anos expuseram uma fragilidade estrutural que permite a atacantes com acesso físico aos computadores contornar esta proteção e extrair os dados armazenados.
Esta técnica de intrusão baseia-se na interceção da comunicação entre o processador central e o Trusted Platform Module, o chip de segurança integrado na placa-mãe que é responsável pelo armazenamento das chaves de cifragem. Atacantes com formação mínima conseguem executar este desvio em menos de um minuto recorrendo a ferramentas de hardware que custam cerca de vinte dólares. Perante esta realidade, o laboratório de segurança da HP desenvolveu o TPM Guard, uma tecnologia concebida para mitigar o problem através do estabelecimento de uma ligação encriptada entre o chip de segurança e o processador. Esta abordagem inviabiliza as tentativas de escuta e sondagem do barramento físico, ligando o componente criptograficamente ao dispositivo de forma a que este fique totalmente inoperacional caso seja removido ou adulterado.
A solução resulta de um trabalho conjunto com fabricantes de semicondutores e visa resolver uma vulnerabilidade que afeta toda a indústria tecnológica, sem introduzir processos adicionais de gestão para os departamentos de sistemas de informação. Segundo os responsáveis técnicos da marca, a proteção da plataforma de computação subjacente tornou-se fundamental para assegurar a continuidade dos negócios, especialmente em setores altamente regulados, organismos governamentais e instituições que gerem dados de elevada confidencialidade. Com o objetivo de elevar os padrões de segurança globais, o fabricante submeteu uma proposta ao Trusted Computing Group para que esta tecnologia de proteção de barramento seja adotada como uma norma universal de mercado.
Paralelamente à proteção física dos computadores, a mitigação de riscos e a redução de custos operacionais nas empresas têm motivado a atualização de plataformas de gestão de segurança. O reforço das defesas digitais passa pela integração de controladores com sistemas de monitorização da experiência de trabalho, permitindo diminuir o atrito na administração de frotas de equipamentos. Entre as melhorias introduzidas na arquitetura corporativa figuram cartões de conectividade celular de nova geração com maior precisão e menor consumo energético, ferramentas alargadas de recuperação de sistemas com custos reduzidos e a centralização da recolha de registos de segurança para análise proativa de incidentes.
Outra vertente que começa a exigir a atenção dos diretores de tecnologia é a obsolescência dos atuais algoritmos de cifragem face ao avanço da computação quântica. Especialistas estimam uma probabilidade de até trinta e quatro por cento de a computação quântica conseguir quebrar os sistemas de encriptação assimétrica existentes até ao ano de 2034. Como as impressoras representam um ponto de entrada frequente para intrusões nas redes de comunicações das empresas, a indústria começou a introduzir proteção resistente a ataques quânticos em gamas direcionadas para pequenas, médias e grandes empresas.
No segmento das pequenas e médias empresas, os novos equipamentos de impressão integram chips de toner, firmware e embalagens concebidos para resistir a adulterações, complementados por plataformas opcionais de gestão que simplificam a conformidade regulatória. Para o ambiente de grande escala corporativa, os dispositivos passam a sair de fábrica com defesas nativas contra ameaças quânticas e ferramentas automatizadas capazes de isolar ataques e recuperar o sistema durante a execução de código na memória, detetando falhas de segurança desconhecidas. Estas soluções de impressão empresarial contam ainda com mecanismos automáticos de redação de documentos, concebidos para identificar e remover dados financeiros ou de identificação pessoal, apoiando o cumprimento das regras de conformidade sem sobrecarregar as equipas de tecnologias de informação com tarefas manuais de revisão.

