A Swonkie, plataforma portuguesa de gestão de redes sociais, prepara-se para lançar a edição de 2025 do Social Media Hackathon, um evento que procura questionar o papel das marcas, criadores e agências num ecossistema digital cada vez mais dominado pela Inteligência Artificial. Mais do que um encontro de profissionais, a iniciativa quer ser um manifesto sobre o futuro das redes sociais — ou sobre a inevitável reinvenção delas.
Uma das principais novidades é a apresentação do novo modelo de negócio da Swonkie, desenvolvido com base na integração de IA e modelos de linguagem (LLM), que representam o núcleo tecnológico das plataformas mais avançadas do momento. A empresa, fundada em 2016 e hoje utilizada por mais de 400 agências e 5 mil gestores de redes sociais, pretende posicionar-se como um dos polos de inovação nacionais na aplicação prática da IA ao marketing digital.
O evento, que na edição anterior reuniu 800 participantes, ambiciona agora ultrapassar o milhar de visitantes e expandir-se para novas cidades, descentralizando a discussão sobre o futuro do digital. Uma aposta que procura aproximar as comunidades locais num país onde a transformação digital ainda é marcada por fortes assimetrias geográficas.
O Social Media Hackathon 2025 contará com sessões práticas dedicadas à criatividade, estratégia, analytics, IA e criação de conteúdo, conduzidas por especialistas de Portugal, Brasil e Europa. Entre os nomes confirmados estão João Cortinhas e Helena Dias (Swonkie e Brinfer), Roberto Gomes (Brinfer), Roberto Cortez (PAD), Paulo Rossas (Lisbon Digital School), Paola Breschianini (The Doctors) e as influenciadoras Helena Coelho e Adri da Silva.
Num gesto de clara ambição mediática, o programa inclui também a gravação ao vivo de um dos maiores podcasts nacionais, centrado no impacto da IA no futuro das redes sociais, com a presença de Kelwin Fernandes e Adri da Silva perante uma plateia de mil espectadores.
O evento conta com o apoio estratégico de parceiros como a Outlier e a Brinfer, principais patrocinadores, além da colaboração de Seagmedia, PAD, Zoomout, FLAG, Resultadobtido e Signa. A rede de parceiros espelha o esforço da Swonkie em criar um ecossistema de cooperação que vá além da mera troca de visibilidade.
João Cortinhas, cofundador e CEO da Swonkie, resume a ambição desta edição afirmando que “as redes sociais estão a viver o fim de um ciclo de duas décadas”. O empresário acredita que o modelo atual do feed — a espinha dorsal das plataformas desde o início dos anos 2000 — será substituído por novas experiências baseadas em personalização algorítmica e conteúdos criados com o auxílio direto da IA.
Essa perspetiva é partilhada por Roberto Cortez, fundador da PAD, que vê no momento atual “uma viragem decisiva para o digital”, marcada pela convergência entre tecnologia, criatividade e inteligência artificial.
Por detrás das palavras otimistas, há também um aviso implícito: as marcas que não compreenderem esta transição correm o risco de se tornarem invisíveis num ambiente digital moldado por algoritmos que já não se limitam a sugerir conteúdo — mas a criá-lo.
A Swonkie, que nasceu de um protótipo apresentado no programa Shark Tank Portugal, apresenta-se como exemplo de sustentabilidade empresarial num setor ainda dominado por modelos de investimento externo. Com um crescimento anual entre 20% e 30% e uma estratégia autofinanciada, a empresa continua a reforçar a sua posição como uma das plataformas de gestão de redes sociais mais utilizadas em Portugal.
O Social Media Hackathon 2025, mais do que um evento, surge como um ponto de interrogação lançado à indústria digital: se a IA está a redesenhar a forma como comunicamos, quem — ou o quê — controlará o discurso nas redes sociais do futuro?







