Inteligência Artificial passa da curiosidade à necessidade nas empresas

Com novas edições de bootcamps dedicados à inteligência artificial, a FLAG reforça a aposta em formação prática numa área que, em poucos anos, passou de tema experimental para prioridade estratégica nas organizações. A crescente procura por parte de empresas portuguesas mostra que a adoção destas ferramentas começa a entrar numa fase mais estruturada.
4 de Março, 2026

A agenda de março da FLAG inclui três novas edições do Bootcamp de Inteligência Artificial, num programa de formação que procura responder à crescente procura por competências nesta área. As sessões destinam-se tanto a profissionais que pretendem aplicar estas ferramentas no contexto de trabalho como a participantes interessados em compreender melhor o funcionamento da tecnologia.

Durante o mês de março estão previstas três formações distintas: o Bootcamp de Adobe Inteligência Artificial, entre 9 e 18 de março; o Bootcamp de Prompt Engineering, entre 16 e 20 de março; e o Bootcamp de ChatGPT – From Zero to Hero, que decorre entre 23 de março e 1 de abril. As sessões combinam componente prática, exercícios aplicados e análise de casos reais, com o objetivo de facilitar a integração destas ferramentas nas atividades profissionais ou académicas.

A entidade explica que estas formações também podem ser disponibilizadas em formato personalizado para organizações, permitindo adaptar conteúdos às necessidades específicas de equipas e setores de atividade. A abordagem privilegia a aplicação prática das ferramentas de inteligência artificial, procurando reduzir a distância entre experimentação e utilização efetiva no dia a dia das empresas.

Segundo a FLAG, a evolução do mercado ajuda a explicar esta procura. Se em 2023 predominava a curiosidade em torno da inteligência artificial, hoje muitas organizações encaram estas tecnologias como um elemento estratégico, exigindo métodos claros, utilização segura e objetivos definidos.

Empresas passam a integrar IA na formação interna

A procura por formação prática em inteligência artificial tem vindo a crescer em Portugal nos últimos anos. Desde 2023, a FLAG realizou mais de 100 edições de bootcamps dedicados à IA, que já formaram mais de 1.300 participantes entre profissionais, estudantes e equipas empresariais.

Inicialmente, estas formações eram procuradas sobretudo por utilizadores individuais interessados em explorar ferramentas como o ChatGPT. Com o tempo, o perfil dos participantes começou a mudar. A formação passou também a atrair empresas que procuram capacitar equipas de marketing, comunicação, design, produto e operações para trabalhar com ferramentas de inteligência artificial.

A oferta da FLAG inclui atualmente 11 bootcamps independentes, que podem ser frequentados de forma autónoma consoante as necessidades de cada participante. Os programas abordam áreas como marketing e comunicação, criação de conteúdos, design com ferramentas Adobe, SEO e desempenho digital, gestão de produto, automação de processos, processos criativos, desempenho académico e engenharia de prompts, disciplina focada na criação de instruções eficazes para sistemas de inteligência artificial.

Cada formação funciona de forma independente, permitindo que os participantes escolham apenas os módulos mais relevantes para a sua atividade profissional. As sessões decorrem em formato presencial em Lisboa e no Porto, bem como em live-training, permitindo participação remota em tempo real.

Do ponto de vista financeiro, os bootcamps são elegíveis para o programa Cheque-Formação + Digital. Este mecanismo público permite que os participantes obtenham o reembolso total do investimento realizado na formação, um fator que tem contribuído para alargar o acesso a iniciativas de capacitação digital.

No contexto atual do mercado, a aposta em formação prática em inteligência artificial reflete uma mudança mais ampla nas organizações. Depois de uma fase inicial marcada pela experimentação, muitas empresas começam agora a procurar competências concretas para integrar estas ferramentas nos processos de trabalho e nas estratégias digitais.

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