Kyndryl apresenta Readiness Report em Barcelona

A segunda edição do seu Readiness Report, que foi elaborado a partir de entrevistas com 3.700 altos executivos de empresas de 21 países e mede a capacidade das empresas de se adaptarem às mudanças tecnológicas e adotarem as novas ferramentas e tecnologias desenvolvidas pelo setor de TI, como a inteligência artificial.
29 de Outubro, 2025

Neste documento, a empresa coloca o foco na preparação das organizações para a adoção da IA e as mudanças regulatórias e geopolíticas, com resultados que se enquadram num contexto de avanço, mas também de cautela, uma vez que a última edição havia destacado uma lacuna entre a perceção e a preparação real da organização, e essa tensão mantém-se na presente edição, apesar de ter havido progressos em relação à anterior.

No âmbito da IA, a investigação constata que o retorno melhora, embora muitos projetos não avancem. O rendimento dos investimentos em IA melhora, mas 62% dos projetos não passam da fase piloto. De acordo com o estudo, 54% das organizações declaram um retorno positivo, doze pontos acima do dado de 2024.

Embora nove em cada dez empresas afirmem dispor de ferramentas e processos para testar e escalar ideias, mais de metade identifica a sua base tecnológica como um obstáculo. A preparação das pessoas surge como um fator determinante: 87% prevê que a IA transformará completamente os postos de trabalho nos próximos doze meses, mas, hoje, muitos funcionários utilizam-na pouco e poucos têm competências técnicas suficientes.

Paralelamente, os gastos crescem e as expectativas de rentabilidade aumentam: o gasto médio em IA cresce 33% e três em cada cinco executivos sentem mais pressão para demonstrar que os projetos têm retorno, com a cibersegurança como caso de uso prioritário. 68% declaram investir “muito” em, pelo menos, uma forma de IA. A ênfase na ciberresiliência é reforçada neste cenário de maior escrutínio sobre o retorno do investimento.

A adoção da tecnologia pelas organizações também muda e evolui de acordo com o ambiente regulatório e geopolítico, como, por exemplo, a repatriação de dados ou a revisão das políticas relativas à cloud. Isso faz com que 65% das empresas ajustem a sua estratégia para a repatriação de dados, reavaliação de fornecedores e cloud privada.

Três em cada quatro líderes mostram preocupação com os riscos associados ao armazenamento e à gestão de dados em ambientes globais de nuvem. Além disso, 70% dos CEOs afirmam ter chegado à sua configuração na cloud «por acidente mais do que por design», o que reforça a necessidade de ordenar e otimizar arquiteturas. A fragmentação normativa também está a levar uma reavaliação de onde os dados são armazenados, processados e protegidos.

O talento e a cultura consolidam-se como alavancas e, ao mesmo tempo, como limites. Assim, apenas 29% dos inquiridos considera a sua equipa preparada para a IA, e persistem obstáculos culturais à inovação. Quase metade dos primeiros executivos indica que a sua organização contém a inovação e que os processos de decisão avançam lentamente.

O relatório identifica um grupo de avançados (que denomina pacesetters) que não só investe em inovação, mas também prioriza a cultura, a melhoria das competências e o alinhamento da liderança. Os pacesetters priorizam a cultura e a capacitação e relatam menos interrupções de cibersegurança e menos barreiras tecnológicas.

Em comparação com as organizações mais atrasadas, estes «pacesetters» são 32 pontos menos propensos a citar a tecnologia como barreira, 30 pontos mais propensos a afirmar que a sua nuvem se pode adaptar a novas regulamentações e 20 pontos menos propensos a ter sofrido uma interrupção relacionada com a cibersegurança no último ano.

Alianças tecnológicas

Kyndryl Consult irá acelerar a adoção da nuvem e da IA, ajudando as organizações a concretizar oportunidades e a alinhar a evolução do seu negócio com as plataformas tecnológicas que o sustentam. Com parceiros como Google Cloud em matéria de IA e, mais concretamente, de IA agêntica para facilitar aos funcionários das empresas a construção de agentes personalizados a partir de agentes padronizados, bem como a sua governança na organização, ou o CaixaBank implementador de IA num setor altamente regulamentado como o bancário, o que obriga a um controlo muito rigoroso do que a IA pode fazer, o que levou a entidade a criar um gabinete para a implementação dessas soluções. E ainda a Oracle em matéria de cloud com clientes como a Naturgy; e a AWS. Entre muitos outros por esse mundo fora.

Opinião