Linkroad reforça aposta na banca com nova unidade global

O grupo tecnológico Linkroad criou uma unidade global dedicada ao setor financeiro, liderada por José Teixeira, no âmbito de uma reestruturação organizacional que procura aprofundar a especialização por indústria e acelerar a expansão internacional.
20 de Abril, 2026
José Teixeira

O grupo Linkroad decidiu reorganizar a sua estrutura interna e avançar com a criação de uma unidade global focada no setor financeiro, uma área que tem tido peso relevante no seu negócio ao longo dos anos. A liderança desta nova unidade foi atribuída a José Teixeira, gestor com três décadas de experiência no setor tecnológico.

A criação desta unidade surge no contexto de uma reorganização da Linkroad, orientada por verticais de indústria e competências, com o objetivo de aprofundar a especialização. A iniciativa pretende também consolidar o conhecimento acumulado pela Link Consulting, empresa do grupo com mais de 20 anos de experiência em projetos no setor financeiro, e reforçar a presença da organização noutros mercados europeus.

José Teixeira integrou a Link Consulting em 2020 como responsável pela área de serviços financeiros e passou a integrar o conselho executivo em 2022. Antes disso, iniciou a carreira na Eurocíber, em 1997, e acumulou cerca de duas décadas de experiência na Novabase.

No novo cargo, o responsável assume a missão de aproximar a estratégia da execução, ajudando instituições financeiras a concretizar programas de transformação tecnológica orientados a resultados. Entre as prioridades está a adaptação de sistemas legados, muitas vezes críticos e complexos, a um modelo centrado em inteligência artificial, reduzindo dependências do passado e criando bases tecnológicas mais resilientes.

A criação desta unidade reflete, segundo a empresa, uma mudança estrutural na forma como a tecnologia é encarada no setor financeiro. A partir de 2026, a tecnologia deixa de ser vista apenas como um centro de custos para assumir um papel direto na diferenciação competitiva de bancos e seguradoras. Esta transição ocorre num contexto marcado por exigências regulatórias rigorosas e pela necessidade de inovação acelerada.

Para responder a estes desafios, a Linkroad aposta numa abordagem de engenharia que combina arquitetura empresarial, modernização de aplicações, gestão de dados e inteligência artificial. O objetivo é permitir uma transformação gradual dos sistemas existentes, reduzindo a chamada dívida técnica, ou seja, o custo acumulado de manter sistemas antigos e pouco flexíveis.

A estratégia passa por utilizar frameworks próprias baseadas em inteligência artificial e cloud, com a promessa de acelerar a evolução tecnológica de forma mais eficiente e segura face a abordagens tradicionais. Esta abordagem procura dar resposta a uma realidade frequente no setor, em que as organizações têm de modernizar infraestruturas críticas sem interromper operações.

O grupo identifica uma pressão crescente sobre os decisores tecnológicos, que enfrentam simultaneamente a necessidade de adotar inteligência artificial e a dependência de sistemas antigos, muitas vezes organizados em silos de dados e sujeitos a forte escrutínio regulatório. Neste contexto, a empresa defende uma abordagem centrada no redesenho dos sistemas, em vez de simples migrações tecnológicas.

Com esta nova unidade, a Linkroad pretende acelerar a expansão internacional, utilizando a Península Ibérica como base de conhecimento e desenvolvimento tecnológico. A organização considera que a necessidade de modernização e adoção de inteligência artificial no setor financeiro é transversal a diferentes geografias, o que torna a sua oferta exportável. A estratégia aponta para um cenário em que a competitividade futura das instituições financeiras dependerá menos de iniciativas pontuais e mais da solidez das suas infraestruturas tecnológicas. Nesse contexto, a empresa posiciona-se como parceira na construção dessas bases

Opinião