Os resultados da terceira edição do State of Mainframe Modernization Survey, divulgados pela Kyndryl, mostram que o mainframe está a ser reposicionado como pilar estratégico em ambientes tecnológicos híbridos. O estudo indica que os custos dos projetos de modernização têm vindo a descer, enquanto o retorno do investimento subiu para valores entre 288% e 362%, dependendo da abordagem adotada pelas organizações.
Oito em cada dez empresas ajustaram a sua estratégia de modernização no último ano, em resposta a fatores como a evolução do mercado, alterações regulatórias, desenvolvimentos geopolíticos e a chegada de novas tecnologias.
A Inteligência Artificial desempenha um papel decisivo nesta transformação. Cerca de 90% das organizações já implementaram ou planeiam implementar IA generativa nos mainframes, com previsões de ganhos expressivos: 11,6 mil milhões de euros em poupanças de custos e 17,7 mil milhões de euros em novas receitas nos próximos três anos. A tecnologia está também a ser usada para mitigar a falta de talento disponível, ao permitir automatizar tarefas e ampliar as funcionalidades do mainframe em ambientes híbridos.
Apesar da perceção de que esta infraestrutura poderia estar em declínio, mais de metade das empresas aumentaram o uso de mainframes no último ano, ao descobrirem novas funcionalidades que reforçam o seu papel estratégico.
A escassez de competências especializadas continua, no entanto, a ser um obstáculo. Sete em cada dez organizações dizem ter dificuldade em encontrar profissionais com conhecimentos tanto em tecnologias legadas como emergentes, e 74% recorrem a fornecedores externos para acelerar os programas de modernização.
A segurança e a conformidade regulatória mantêm-se igualmente no centro das preocupações. Quase todos os inquiridos (94%) admitem que os planos de modernização estão condicionados por exigências de compliance, o que reforça a necessidade de plataformas resilientes e seguras.
O relatório conclui que, apesar destes desafios, o mainframe mantém-se como peça central das operações críticas das empresas, agora potenciado pela Inteligência Artificial, que redefine o seu papel no ecossistema tecnológico.







