Meta adia lançamento dos óculos de realidade mista Phoenix

Meta adia para 2027 o lançamento dos seus novos óculos de realidade mista, num movimento que inclui ajustes orçamentais e um esforço declarado para melhorar o produto antes de chegar ao mercado.
6 de Dezembro, 2025

A Meta decidiu alterar o calendário de lançamento dos óculos de realidade mista Phoenix, inicialmente previstos para a segunda metade de 2026. A nova meta aponta agora para 2027. Segundo informação interna citada pelo Business Insider, a empresa quer garantir que o dispositivo chega ao mercado num estado mais refinado, o que levou a uma revisão do plano original.

O ajuste foi explicado dentro da empresa como uma forma de aumentar a margem de manobra para melhorar componentes e desempenho. Responsáveis da Meta envolvidos no projeto referiram que esta alteração dá tempo adicional para aperfeiçoar detalhes que consideram críticos para a receção do produto.

A versão em desenvolvimento dos óculos, que anteriormente tinham a designação interna Puffin, pesa cerca de 100 gramas. Estes modelos apresentam ecrãs de resolução inferior e capacidade computacional mais limitada do que equipamentos de topo, como o Vision Pro da Apple. A Meta está a trabalhar num equipamento mais leve, mas com características técnicas que ficam abaixo dos modelos mais avançados do mercado, segundo dados que tinham sido divulgados no verão.

A tecnologia em causa combina realidade aumentada e realidade virtual, permitindo que objetos reais e digitais interajam no mesmo campo de visão. Esta abordagem tem sido uma das prioridades da Meta, embora agora associada a uma revisão mais ampla dos seus investimentos.

De acordo com informações divulgadas recentemente, a empresa prepara cortes orçamentais que podem chegar aos 30 por cento no conjunto de iniciativas relacionadas com o metaverso. Estas atividades estão integradas na divisão Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento da linha de produtos Quest, pelos óculos inteligentes produzidos em parceria com a EssilorLuxottica e Ray-Ban e por futuros dispositivos de realidade aumentada.

A combinação entre a revisão de prazos e a redução de despesas indica um esforço de reequilíbrio interno, ao mesmo tempo que a empresa tenta manter presença num segmento em rápida evolução e com forte concorrência de vários fabricantes.

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