A Microsoft comunicou no sábado que os utilizadores do Azure poderão enfrentar atrasos adicionais devido a múltiplos cortes em cabos submarinos no Mar Vermelho. Estes incidentes afetaram as rotas de tráfego que atravessam o Médio Oriente, obrigando a empresa a proceder a ajustes no encaminhamento da rede.
De acordo com a atualização publicada pela tecnológica, o impacto centra-se em ligações que percorrem a região do Médio Oriente, enquanto o tráfego que segue por outras rotas não registou perturbações. A empresa sublinha que está a monitorizar a situação de forma contínua e que emitirá novas informações diariamente, ou mais cedo caso ocorram mudanças significativas.
Embora tenha reconhecido um aumento da latência em algumas ligações, a Microsoft garantiu que não existe interrupção dos serviços, já que o tráfego foi redirecionado por caminhos alternativos. A medida visa assegurar que a utilização da plataforma se mantenha estável, apesar do impacto dos cortes nos cabos submarinos.
O Azure é atualmente o segundo maior fornecedor mundial de serviços de cloud, logo atrás da Amazon Web Services (AWS). Este tipo de incidentes demonstra a dependência crítica das infraestruturas globais de telecomunicações, em particular dos cabos submarinos que asseguram a maior parte do tráfego internacional de dados.

