A TAPSi anunciou a conclusão de uma ronda de investimento que permitirá reforçar a estrutura da empresa, acelerar o desenvolvimento da sua plataforma tecnológica e sustentar uma nova fase de crescimento. O montante da operação não foi divulgado, mas a entrada de novos investidores ligados ao ecossistema tecnológico e empreendedor português marca um novo ciclo para a empresa.
A acompanhar esta etapa, a empresa nomeou Rui Nuno Castro para o cargo de diretor executivo. A mudança surge num momento em que a TAPSi procura consolidar a sua posição no mercado nacional de transporte individual de passageiros através de plataformas digitais.
Incubada na inCoimbra StartUp HUB, a TAPSi iniciou operações em Coimbra no final de 2025. Desde então, a cidade tem servido como ambiente real de teste e desenvolvimento da tecnologia criada integralmente em Portugal. A plataforma conta atualmente com mais de 5.000 utilizadores registados em Coimbra, onde continua a desenvolver e validar a sua solução tecnológica.
Um dos principais elementos diferenciadores assumidos pela empresa é a eletrificação total da sua operação. A TAPSi afirma operar exclusivamente com veículos elétricos, numa altura em que a transição energética do setor TVDE ainda está em curso. De acordo com dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) referentes a abril de 2026, 45% da frota TVDE ativa em Portugal é elétrica, enquanto os restantes 55% correspondem a veículos de combustão ou híbridos.
Segundo a empresa, o facto de ter sido criada já numa fase avançada da transformação tecnológica e energética do setor permitiu-lhe adotar desde o início um modelo totalmente elétrico, sem necessidade de gerir processos de transição de frota. Num mercado onde a eletrificação média do setor se situa nos 45%, a TAPSi destaca-se por operar com uma frota 100% elétrica.
A entrada da TAPSi ocorre num contexto de forte concentração do mercado nacional. Segundo o IMT, operam atualmente apenas três plataformas TVDE em Portugal. A empresa pretende posicionar-se como uma alternativa portuguesa, apoiada em tecnologia nacional e numa relação mais próxima com motoristas e operadores.
Com a nova ronda de investimento concluída e a reorganização da gestão, a empresa prepara agora a expansão para novas geografias, embora sem revelar ainda quais serão os próximos mercados a receber a plataforma.







