O MUDA reuniu o seu Conselho Estratégico, juntando parceiros institucionais e empresariais, numa sessão dedicada ao enquadramento das iniciativas previstas para 2026 na Agenda Digital de Portugal. O encontro serviu para alinhar prioridades entre setor público e privado numa fase em que o país procura acelerar a transformação digital da economia e dos serviços.
A sessão contou com a participação do Secretário de Estado para a Digitalização, Bernardo Correia, que apresentou a visão do Governo para a agenda digital nacional. A estratégia foi organizada em torno de três pilares pessoas, produtos e políticas , uma estrutura que procura responder simultaneamente aos desafios da capacitação, da inovação tecnológica e da governação.
Durante a intervenção, o Executivo destacou uma abordagem “Digital First”, com especial incidência na inteligência artificial, na modernização dos serviços públicos e no reforço dos mecanismos de governação digital, sinalizando estas áreas como centrais para os próximos anos.
Entre as prioridades identificadas, o reforço das competências digitais voltou a assumir um papel central. O contexto mantém-se exigente, com apenas cerca de 56% dos portugueses a disporem de competências digitais básicas. Este indicador coloca pressão adicional sobre os programas de formação e requalificação, sobretudo numa fase em que cresce a necessidade de preparar profissionais para funções ligadas à inteligência artificial.
Outro dos pontos sublinhados pelo governante foi a confiança dos cidadãos na utilização dos serviços digitais, considerada decisiva para aumentar a adesão aos canais eletrónicos. A colaboração entre o setor público e o privado foi igualmente apresentada como condição necessária para uma execução eficaz da estratégia, sobretudo em áreas que exigem escala, interoperabilidade e rapidez de implementação.
A interoperabilidade entre sistemas, a promoção da diversidade e da inclusão digital, bem como as garantias de soberania, segurança e resiliência, foram também apontadas como dimensões estruturais para sustentar uma economia digital de longo prazo. Estes fatores são vistos como críticos para assegurar que a digitalização avança sem comprometer a segurança dos serviços nem aprofundar desigualdades no acesso.
Do lado do movimento, o MUDA destacou o contributo de várias iniciativas em curso, entre as quais o programa Digital First, que reúne think tanks e parceiros público-privados com o objetivo de desenvolver propostas concretas para a transformação digital do país.
Esse trabalho servirá de base ao documento estratégico “Rumo à Digitalização 2026-2030”, que deverá consolidar recomendações e prioridades para os próximos anos, culminando na sua apresentação pública num evento dedicado. O documento pretende funcionar como referência para orientar decisões de investimento, políticas públicas e prioridades operacionais no ecossistema digital português.
A sessão reforçou ainda o posicionamento do MUDA como plataforma de articulação entre diferentes setores, promovendo uma abordagem mais integrada e colaborativa para a execução da agenda digital em Portugal.







