Durante décadas, as ferramentas tradicionais de segurança informática centraram a sua atividade na deteção de ficheiros maliciosos. No entanto, a evolução tecnológica alterou o panorama dos riscos digitais, deslocando o perigo para práticas que não requerem o download de elementos maliciosos. Atualmente, as ameaças mais comuns baseiam-se na engenharia social, no roubo de credenciais, na usurpação de identidade, em mensagens fraudulentas e na criação de lojas online falsas.
É este novo cenário que motivou a NordVPN, empresa conhecida pela sua solução de rede privada virtual, a integrar numa única aplicação o seu serviço de rede privada virtual, um sistema antivírus de nova geração e ferramentas de monitorização adicionais, como o monitor da dark web.
O objetivo desta unificação é simplificar a gestão da cibersegurança para os responsáveis pelas tecnologias da informação nas empresas, evitando a necessidade de instalar e administrar múltiplos programas independentes.
O novo sistema de proteção proativa da empresa foi concebido para interceptar tentativas de fraude, sequestro de contas e código malicioso em tempo real, antes que consigam atingir o computador do utilizador ou comprometer a rede corporativa. Além destas funções de prevenção, a ferramenta incorpora o bloqueio de rastreadores e anúncios publicitários.
Como prova do volume de atividade desta plataforma, durante o passado mês de abril o sistema conseguiu neutralizar quase cinco milhões de ameaças cibernéticas, das quais três milhões correspondiam a programas informáticos hostis.
O diretor de tecnologia da empresa, Marijus Briedis, salientou que o conceito tradicional de antivírus deve ser atualizado para fazer face à realidade atual da Internet, combinando a prevenção contra fraudes com funções de encriptação de dados, de modo a que a proteção evolua sem comprometer o conforto do utilizador. Segundo o dirigente, a concentração destas tecnologias numa única interface responde à procura dos profissionais por maior segurança e privacidade técnica com menor complexidade de gestão.
Por fim, o desenvolvimento deste software mantém a privacidade como eixo central da sua arquitetura. A deteção de possíveis ameaças cibernéticas é realizada através de modelos de aprendizagem automática especializados que aumentam a velocidade e a precisão da plataforma. Para realizar esta tarefa analítica, a aplicação recolhe apenas as informações técnicas estritamente necessárias, garantindo assim que a ferramenta de segurança não se transforme num mecanismo de vigilância sobre a atividade dos trabalhadores ou da própria empresa.







