NOS aposta nos seguros de equipamentos

O parque tecnológico é cada vez mais central para a operação das empresas, a NOS decidiu alargar ao segmento empresarial uma oferta de seguros de equipamentos que até agora estava focada no mercado residencial. A proposta pretende reduzir custos imprevistos, simplificar a gestão dos dispositivos e limitar interrupções na atividade provocadas por danos ou furtos.
9 de Março, 2026

A NOS anunciou o reforço do seu portefólio de serviços para empresas com a disponibilização de uma nova oferta de seguros destinada a equipamentos tecnológicos utilizados no contexto profissional. A iniciativa abrange dispositivos como telemóveis, tablets, computadores portáteis, smartwatches, consolas e televisões, procurando responder a uma realidade cada vez mais comum nas organizações: a dependência crescente de dispositivos digitais no funcionamento diário do negócio.

A nova oferta pretende dar resposta a um problema recorrente nas empresas: os custos inesperados e as interrupções operacionais provocadas por danos ou furtos de equipamentos. Ao assegurar a substituição ou reparação destes dispositivos, a operadora procura reduzir o impacto financeiro e operacional associado a incidentes que podem afetar a continuidade das operações.

Para os responsáveis de TI e de compras tecnológicas, a gestão do parque de equipamentos tornou-se um processo mais complexo à medida que o número de dispositivos cresce e que estes passam a desempenhar um papel crítico nas operações. Neste contexto, serviços associados que simplifiquem a gestão e mitiguem riscos operacionais começam a ganhar peso nas decisões de aquisição tecnológica.

Segundo a empresa, o objetivo passa por aumentar a eficiência e a comodidade na gestão do parque de equipamentos, enquanto se reduz o tempo de paragem causado por incidentes com os dispositivos. A proposta inclui cobertura para situações de roubo ou furto por arrombamento, bem como para danos acidentais, como derrame de líquidos ou outros incidentes que impeçam o funcionamento normal do equipamento.

A apólice abrange igualmente os acessórios incluídos na caixa original dos dispositivos e mantém validade global, permitindo que os equipamentos estejam protegidos tanto em Portugal como no estrangeiro. Este último ponto pode ser particularmente relevante para empresas com equipas em mobilidade ou operações internacionais.

Esta iniciativa não surge totalmente de raiz. Desde 2019 que a NOS comercializa seguros de equipamentos para clientes residenciais, um negócio que, segundo a empresa, tem registado crescimento contínuo e duplicado de volume todos os anos desde o lançamento. A expectativa da operadora é que a evolução no segmento empresarial siga uma trajetória semelhante.

Para suportar esta oferta, a empresa estabeleceu uma parceria com duas entidades com papéis distintos na cadeia de valor. A insurtech portuguesa Habit disponibiliza a plataforma tecnológica que suporta a gestão dos seguros, permitindo às empresas administrar as apólices e acompanhar processos associados de forma digital. Já a Chubb, seguradora com presença em 54 países e territórios, é responsável pela componente seguradora propriamente dita.

Com esta abordagem, a NOS procura posicionar-se não apenas como fornecedor de infraestrutura de comunicações, mas também como prestador de serviços complementares ligados à gestão tecnológica das empresas. A estratégia segue uma tendência mais ampla no setor das telecomunicações, onde os operadores procuram reforçar o portefólio com serviços digitais e soluções de valor acrescentado dirigidas ao segmento empresarial.

Para os decisores de tecnologia, este tipo de oferta levanta também uma questão estratégica mais ampla: até que ponto a proteção do parque de dispositivos deve ser integrada na própria estratégia de aquisição e gestão de equipamentos. Num ambiente empresarial onde a mobilidade, o trabalho híbrido e a dispersão de dispositivos são cada vez mais comuns, a gestão do risco associado ao hardware começa a ganhar um peso semelhante ao da própria conectividade.

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