A gigante norte-americana de semicondutores, Nvidia, alertou para uma crescente concorrência por parte da Huawei, apesar das restrições impostas pelos Estados Unidos à empresa chinesa de telecomunicações. Num relatório anual divulgado recentemente, a Nvidia incluiu a Huawei na sua lista de concorrentes, destacando a competitividade vigorosa da empresa chinesa no mercado.
Desde 2019, os EUA têm limitado o acesso da Huawei a tecnologias de fornecedores americanos, abrangendo desde chips avançados para redes 5G até sistemas operativos como o Android da Google. Apesar destas restrições, a Huawei registou um crescimento notável, com receitas que ultrapassaram os 860 mil milhões de yuans (aproximadamente 118,27 mil milhões de dólares) em 2024, representando um aumento de 22% face ao ano anterior. Este crescimento é o mais rápido desde 2016, segundo cálculos baseados em dados públicos.
A recuperação da Huawei no mercado de smartphones é particularmente digna de nota. Em 2023, a empresa lançou o Mate 60 Pro na China, um dispositivo que, segundo análises, oferece velocidades de download associadas ao 5G, graças a um chip semicondutor avançado. Apenas um ano depois, a Huawei apresentou a série Mate 70, equipada com o HarmonyOS NEXT, o seu primeiro sistema operativo totalmente desenvolvido internamente.
A inclusão da Huawei como concorrente da Nvidia em quatro das cinco categorias mencionadas no relatório anual — incluindo chips, serviços em nuvem, processamento computacional e produtos de rede — sublinha a crescente presença da empresa chinesa em áreas tecnológicas cruciais. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, em declarações à CNBC, reconheceu a intensidade da competição na China, afirmando que “a Huawei e outras empresas são bastante vigorosas e muito, muito competitivas”.
Este cenário evidencia a resiliência da Huawei face às sanções e a sua capacidade de inovação e adaptação num mercado altamente competitivo. A contínua expansão da empresa em setores-chave sugere uma dinâmica de mercado em evolução, onde a Huawei emerge como um concorrente significativo, mesmo perante desafios geopolíticos e restrições comerciais.







