A transição dos investimentos em sistemas de informação de centros de custo tradicionais para motores de receita líquida constitui o principal desafio de gestão na atual economia digital. No Centro Cultural de Belém, o DSPA Insights 2026 aborda esta transformação sob a perspectiva do retorno financeiro e da eficiência estrutural. O encontro promovido pela Data Science Portuguese Association foca-se na conversão direta de fluxos de dados em margem competitiva para as empresas. Esta abordagem reflete a urgência corporativa em alinhar o desenvolvimento tecnológico com os indicadores de desempenho financeiro.
O alinhamento estratégico do evento reflete-se numa agenda desenhada para fraturar os silos operacionais e analisar o impacto da tecnologia na base de custos. Dividido em quatro palcos temáticos, o programa arranca com a receção e sessões plenárias de abertura, progredindo para os painéis de liderança económica. O desenho das sessões visa responder à necessidade dos decisores de compras tecnológicas em validar o custo de oportunidade e o retorno sobre o investimento em infraestrutura analítica.
No palco dedicado à estratégia de dados, o debate centra-se na evolução dos modelos de reporte descritivo para arquiteturas preditivas de suporte à decisão em tempo real. As administrações debatem a redefinição orgânica das chefias face à introdução de agentes autónomos de decisão, analisando criticamente se o administrador principal de dados deve responder perante a comissão executiva, a direção financeira ou a direção de sistemas de informação. Esta escolha de desenho organizacional determina a velocidade de execução e a capacidade de auditoria dos algoritmos que afetam a operação diária.
A escala operacional e a mitigação do risco regulatório surgem como fatores críticos para garantir a sustentabilidade dos projetos de transformação digital. Com a participação de entidades como a InnoWave, a Capgemini e o apoio em conformidade legal da Vieira de Almeida & Associados, as discussões analisam como a liderança aumentada por inteligência artificial pode otimizar processos de contratação e aquisição técnica sem comprometer a segurança jurídica.
A conjuntura atual oferece o cenário ideal para que, num espaço partilhado por especialistas e compradores de tecnologia, as empresas demonstrem o impacto financeiro real das suas implementações. Ao consolidar este fórum de partilha de métricas e resultados práticos, a DSPA assume um papel de relevo na maturidade do mercado nacional, fornecendo dados de comparação essenciais para a tomada de decisão numa das vertentes mais pesadas do orçamento de investimento das organizações.
A análise do ambiente de negócios integra igualmente visões sobre a influência dos fatores externos na competitividade e na atração de investimento, com Paulo Portas a traçar o quadro de decisões estratégicas necessárias para mitigar os riscos de mercado. A viabilidade económica destes ecossistemas é demonstrada de forma setorial por um conjunto de profissionais de relevo no panorama nacional, onde destacamos, Ricardo Gonçalves, responsável pelo Centro de Inteligência Artificial e Analítica Avançada da Fidelidade, ao detalhar como a automação e a análise preditiva em larga escala reduzem os custos operacionais e melhoram a retenção de clientes no setor segurador através da precisão dos dados.







