Segundo a Samsung, este desafio pretende incentivar os utilizadores a manterem o telemóvel de lado nas ocasiões mais importantes, recorrendo depois às funcionalidades de Inteligência Artificial para melhorar a fotografia única tirada no momento. A empresa destaca, em particular, a Edição Generativa, tecnologia que permite ajustar elementos da imagem após a captura, com apoio da Galaxy AI.
Para demonstrar essa abordagem, a Samsung trabalhou com o fotógrafo Tom Craig, conhecido por trabalhos publicados em meios internacionais. Craig participou num vídeo gravado em Londres, onde mostra como é possível remover elementos indesejados de uma imagem captada numa rua movimentada recorrendo ao Galaxy Z Fold7 e à Edição Generativa. O fotógrafo explica que muitas distrações são identificadas apenas quando o utilizador revê a fotografia, o que reforça a ideia de que a captação única pode ser suficiente, desde que exista uma ferramenta que permita otimizar o resultado mais tarde.
O estudo indica que quase metade dos europeus, 45 por cento, sente pressão para obter a fotografia ideal, embora 73 por cento manifeste preferência por viver o momento em vez de se focar na obtenção da imagem perfeita. Ainda assim, a expectativa de preservar memórias para o futuro é um dos principais motivos apontados para o hábito de tirar várias fotografias consecutivas.
Este comportamento contribui para o aumento dos chamados “cemitérios de fotos”, já que 28 por cento dos inquiridos admite não rever mais de metade do conteúdo armazenado na galeria. Em média, são tiradas seis fotografias da mesma cena, mas apenas quatro por cento dos utilizadores capta uma única imagem.
Ao analisar as fotografias guardadas, a maioria encontra elementos que gostaria de remover, como pessoas que entram inadvertidamente na imagem, objetos estranhos ou sombras. Apesar disso, 74 por cento dos participantes admite nunca ter utilizado ferramentas de IA no telemóvel para corrigir ou aperfeiçoar essas fotografias.
O estudo identifica ainda vários momentos em que os utilizadores afirmam ter perdido parte da experiência por estarem ocupados a fotografar. Os marcos turísticos ou momentos das férias são referidos por 45 por cento, seguindo-se reuniões familiares e celebrações com 32 por cento e atuações ao vivo com 31 por cento. Situações ligadas à vida pessoal e à convivência também surgem, como saídas com amigos, feriados de inverno ou acontecimentos importantes na vida dos filhos.
Para Tom Craig, capturar uma boa fotografia depende de fatores como o momento certo, a iluminação e o enquadramento, e esses elementos podem ser comprometidos quando existe demasiada preocupação em repetir a captura. O fotógrafo salienta que a tecnologia pode ajudar a corrigir distrações sem necessidade de interromper o momento.







