Os 10 mil milhões de dólares da Microsoft para  Sines

A gigante norte-americana vai investir num dos maiores centros de dados da Europa, em parceria com a Start Campus e a Nscale, reforçando a posição de Portugal no mapa das infraestruturas críticas para a computação cloud e inteligência artificial.
12 de Novembro, 2025

A Microsoft anunciou um investimento de 10 mil milhões de dólares em Portugal, num projeto que envolve o SINES Data Campus, operado pela Start Campus, em articulação com a Nscale. Trata-se de um dos maiores investimentos da empresa norte-americana na Europa e insere-se na sua estratégia de expansão das infraestruturas de cloud e inteligência artificial (IA) no continente.

A confirmação foi feita por Brad Smith, Vice-Presidente e Presidente da Microsoft, durante a abertura da Web Summit em Lisboa. O anúncio não foi uma surpresa, mas sim, a confirmação de um projeto que já estava em fase de desenvolvimento, com negociações avançadas entre os três parceiros. A Start Campus, responsável pelo campus de data centers em Sines, confirmou que o investimento abrange tanto a instalação SIN01, já em operação, como as próximas fases de crescimento da infraestrutura.

Este investimento vai permitir escalar significativamente a capacidade de computação do campus de Sines, com foco na prestação de serviços de cloud e IA. A localização estratégica, a infraestrutura energética e a disponibilidade de conectividade internacional têm sido fatores determinantes para atrair este tipo de operações de larga escala para Portugal.

As três entidades – Microsoft, Start Campus e Nscale – têm mantido conversações estratégicas com o objetivo de viabilizar o projeto, alinhado com as exigências atuais de sustentabilidade, desempenho energético e conectividade global. O projeto SIN01 representa a primeira fase do campus, que já se encontra em funcionamento, servindo como base para as futuras expansões agora anunciadas.

Este projeto representa um marco relevante para o setor tecnológico nacional e europeu, colocando Portugal numa posição de destaque na infraestrutura digital crítica da próxima década e trazendo um perspetiva real do potencial de Portugal neste setor. Com zero investimentos financeiro do Estado.