Os dados são fundamentais para a Gestão de Incidentes

Miguel Frederico, Incident Manager Team Coordinator na CA Serviços – Crédito Agrícola, é o convidado do mais recente episódio do podcast “BI 30 Minutos” da APBI – Associação Portuguesa de Business Intelligence.
2 de Março, 2026

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No episódio 51, dedicado ao tema “Usabilidade & Insights dos Dados”, Miguel Frederico conversa com Hélder Quintela, docente convidado do IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, e João Geraldes, CEO da 2B-ON, sobre o papel estratégico dos dados na eficiência operacional e na melhoria contínua dos serviços bancários.
Ao longo do episódio, o convidado explica como as ferramentas de Business Intelligence — em particular o Microsoft Power BI — transformaram profundamente a gestão de incidentes na última década. Se antes a abordagem era maioritariamente reativa, hoje os dados permitem uma visão holística da operação, com monitorização de tempos de resposta, identificação de padrões e suporte a decisões rápidas em situações de disrupção de serviço.

BI como plataforma estratégica

“Os dados são o volante da operação”, afirma Miguel Frederico, sublinhando que esta capacidade analítica permite não só melhorar processos internos, mas também reeducar clientes através de soluções de self-service mais eficientes.
A conversa aborda igualmente o impacto da regulação no setor bancário. O Business Intelligence assume aqui um papel determinante no cumprimento das diretrizes do Banco de Portugal e do Banco Central Europeu, facilitando o reporte de incidentes e a realização de análises de causa raiz (Root Cause Analysis), num contexto de prazos cada vez mais exigentes. O cruzamento de dados para identificar recorrências num determinado período é, segundo o convidado, um critério essencial para garantir conformidade regulatória.

IA ao serviço da resiliência digital

O episódio encerra com uma reflexão sobre o futuro: a crescente automação e o recurso a agentes inteligentes na deteção e resolução de incidentes. A visão é clara — sistemas capazes de antecipar falhas antes mesmo de o cliente sentir qualquer impacto. Ainda assim, Miguel Frederico defende que, apesar da evolução da Inteligência Artificial, o sentido crítico e as competências humanas continuarão a ser fundamentais para garantir a qualidade e a fiabilidade dos dados.