Pedro Duarte quer um Porto gerador de emprego qualificado e criador de oportunidades associadas à inovação.

Pedro Duarte quer um Porto reforçado enquanto centro de inovação tecnológica e económica, associando o crescimento do ecossistema empreendedor a uma estratégia mais ampla de diversificação económica. No SIM 2026, o Presidente da Câmara do Porto apresentou uma visão centrada na inovação, na “deep tech” e na capacidade da cidade para ligar talento, empresas, investimento e conhecimento.
14 de Maio, 2026
Pedro Duarte, Presidente da Câmara do Porto

A conferência SIM 2026 assume uma importância estratégica para a cidade do Porto. O presidente da Câmara Municipal enquadrou a iniciativa como um reflexo da maturidade e consistência que o ecossistema de inovação local tem vindo a alcançar nos últimos anos.

Para o autarca, o evento traduz a evolução do Porto enquanto centro de inovação e empreendedorismo e reforça a posição da cidade no panorama tecnológico nacional.

Pedro Duarte destacou a relevância da Iniciativa Tech Foundry Portugal – Deep Tech Edition anunciada pelo secretário de Estado da Economia, classificando-a como um instrumento com potencial para reforçar o ecossistema de inovação português num domínio considerado estratégico.

Segundo a visão apresentada, a Deep Tech, conceito associado a tecnologias assentes em investigação científica avançada e desenvolvimento tecnológico profundo, deverá assumir um papel crescente na evolução económica da cidade. O Porto manifestou disponibilidade para participar de forma mais ativa neste programa.

A estratégia apresentada assenta numa transformação do modelo económico da cidade, procurando reduzir a dependência de setores específicos e criar uma economia mais diversificada e intensiva em conhecimento.

Para o presidente da Câmara Municipal do Porto, a preparação para o futuro exige capacidade para gerar emprego qualificado e criar oportunidades associadas à inovação. O autarca, destacou a importância da ligação entre investigação científica, universidades, empresas, investimento e mercados.

A evolução do ecossistema de startups foi apontada como um dos pilares dessa estratégia. Segundo os dados apresentados, foram identificadas mais de 700 startups na área metropolitana até 2035, envolvendo cerca de 20 mil jovens.

A conferência surge, nesta perspetiva, como um mecanismo para projetar e acelerar o desenvolvimento deste ecossistema tecnológico.

Um segundo eixo da visão apresentada passa pela ideia do Porto enquanto “cidade de encontro”. O conceito, frequentemente utilizado pelo autarca, vai além da dimensão urbana tradicional e é aplicado também à esfera económica.

A ideia passa por criar condições para aproximar pessoas, conhecimento, talento, investimento e oportunidades, partindo do princípio de que o crescimento económico depende não apenas da existência de boas ideias, mas também da capacidade de as ligar aos recursos necessários para as transformar em projetos sustentáveis.

A autarquia afirma estar a trabalhar em novos espaços permanentes onde empresas, startups, universidades e talento possam coexistir e desenvolver atividade em conjunto.

Pedro Duarte descreveu esses futuros espaços como ambientes capazes de combinar atividade económica, inovação, espaços verdes e vida pública, procurando criar condições para desenvolvimento empresarial e qualidade de vida.

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