Quidgest lança novo Observatório Internacional sobre IA com foco na governação e no impacto real nos negócios

Depois de uma primeira edição centrada na transformação digital, a Quidgest apresenta o Observatório Internacional 2026/2027, que reflete uma maior maturidade do debate sobre inteligência artificial e desloca o foco da adoção tecnológica para questões de governação, responsabilidade e valor efetivo para as organizações.
19 de Janeiro, 2026
Cristina Marinhas, CEO da Quidgest

A Quidgest anunciou o lançamento da edição 2026/2027 do seu Observatório Internacional, uma iniciativa dedicada a analisar a evolução do uso da inteligência artificial em contexto organizacional. A empresa, de origem portuguesa e com atividade multinacional, tem vindo a acompanhar de perto a adoção de IA generativa no desenvolvimento automático de software e procura agora aprofundar o debate numa fase que considera de maior maturidade.

O novo Observatório afasta-se da discussão sobre a simples adoção de IA e centra-se em temas como governação, responsabilidade e impacto concreto no negócio. Entre os tópicos em destaque estão a autonomia dos sistemas, a interoperabilidade entre plataformas, a soberania dos dados e as condições em que a utilização de sistemas inteligentes pode ser considerada aceitável, segura e eficaz.

Um dos eixos centrais desta edição é o papel dos agentes de IA, sistemas capazes de planear e executar tarefas de forma autónoma. O estudo procura compreender em que contextos estes agentes podem gerar valor real e quais os limites que devem ser definidos pelas organizações, tanto do ponto de vista técnico como ético e operacional.

Para Cristina Marinhas, CEO da Quidgest, a inteligência artificial deixou de ser um tema restrito às áreas de tecnologias de informação. Segundo a responsável, a IA passou a ser uma questão transversal para gestores, empreendedores e profissionais de diferentes áreas, num contexto marcado por incerteza geopolítica, maior pressão regulatória e transformações aceleradas no trabalho e na economia.

A responsável sublinha ainda que o Observatório reflete a preocupação da empresa em compreender estas mudanças e contribuir para um debate informado, em Portugal e a nível internacional. O objetivo passa por apoiar decisões mais conscientes e alargar a discussão para além da tecnologia, abrangendo a forma como as organizações desenham, governam e delegam funções em sistemas cada vez mais autónomos.

A participação no estudo está aberta a pessoas e organizações de qualquer país e é feita através de um questionário anónimo, com um tempo de resposta inferior a 10 minutos. O questionário estará disponível até 31 de março de 2026, estando prevista a apresentação dos resultados no final do primeiro semestre do ano.

Quem participar no Observatório Quidgest 2026/2027 terá também acesso aos resultados da edição anterior, o Observatório Quidgest 2024/2025, que reuniu contributos de 35 países. O relatório inclui 51 gráficos comentados e a identificação de 24 tendências-chave, oferecendo uma visão detalhada sobre a forma como a inteligência artificial está a influenciar decisões, modelos operacionais e estratégias digitais a nível global.

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