De acordo com o relatório da Kaspersky “The mobile malware threat landscape in 2024”, divulgado no Mobile World Congress 2025, em Barcelona, o número de ataques através de trojans bancários em smartphones aumentou 196% em 2024, em comparação com o ano anterior. Os cibercriminosos estão a mudar de táticas, baseando-se na distribuição maciça de malware para roubar credenciais bancárias. Durante o ano passado, a Kaspersky detetou mais de 33,3 milhões de ataques a utilizadores de smartphones em todo o mundo, envolvendo vários tipos de malware e software indesejado.
O número de ataques através de trojans bancários em smartphones Android aumentou de 420.000 em 2023 para 1.242.000 em 2024. Este tipo de malware foi concebido para roubar as credenciais do utilizador para aceder a serviços bancários online, serviços de pagamento eletrónico e sistemas de cartões de crédito.
Os cibercriminosos enganam as vítimas para fazerem o download este tipo de trojan, através da divulgação de links e anexos maliciosos em mensagens de texto ou de aplicações de mensagens, que direcionam os utilizadores para páginas Web maliciosas. Podem até enviar mensagens a partir da conta de um contacto pirateado, fazendo com que a fraude pareça mais credível. Para manipular os utilizadores, os atacantes exploram frequentemente as notícias e os temas mais mediáticos, a fim de criar um sentimento de urgência e baixar a guarda das vítimas.
“Os atacantes começaram a reduzir os seus esforços para criar pacotes de malware únicos, concentrando-se antes em distribuir os mesmos ficheiros ao maior número possível de vítimas. Mais do que nunca, é importante estar consciente dos perigos e sensibilizar os familiares próximos, desde as crianças aos idosos, porque ninguém está completamente seguro de ser a próxima vítima de esquemas bem elaborados e truques psicológicos concebidos para roubar dados bancários”, afirma Anton Kivva, especialista em segurança da Kaspersky.
Embora os trojans bancários sejam o tipo de malware que mais cresce, ocupando o quarto lugar em termos de percentagem de utilizadores atacados (6%), a categoria mais difundida continua a ser o AdWare (57% dos utilizadores atacados), seguido dos Trojans gerais (25%) e das RiskTools (12%). A classificação inclui malware, adware e software indesejado.
Em 2024, os cibercriminosos lançaram uma média de 2,8 milhões de ataques de malware, adware e software indesejado em dispositivos móveis todos os meses. Ao longo do ano, os produtos da Kaspersky bloquearam um total de 33,3 milhões de ataques.
Em 2024, o Fakemoney, um grupo de aplicações fraudulentas concebidas para investimentos e pagamentos falsos, foi a ameaça mais ativa. Outra grande preocupação foram as versões modificadas do WhatsApp, que continham o Trojan do tipo Triada, um malware que pode descarregar e executar módulos adicionais maliciosos ou de adware para exibir anúncios ou realizar outras ações indesejadas. Os mods não oficiais do WhatsApp ocuparam o terceiro lugar em termos de atividade, logo atrás de uma categoria geral de ameaças genéricas da cloud.







