A incapacidade arquitetural das empresas para proteger a inteligência artificial impulsionou uma mudança de paradigma no mercado de fornecedores de serviços geridos. Segundo dados recolhidos pelo Relatório de Segurança Cloud 2026 da Check Point, embora setenta e sete por cento das organizações tenham atualizado as suas políticas de segurança em resposta ao impacto da inteligência artificial, apenas vinte e seis por cento possuem a capacidade arquitetural necessária para aplicar estas salvaguardas. Esta assimetria expõe uma vulnerabilidade crescente na gestão de dados corporativos.
Diante deste cenário, a tecnológica expandiu a sua plataforma dedicada a parceiros de serviços geridos através de três eixos fundamentais. A nova estratégia introduz ferramentas destinadas a monitorizar a utilização de inteligência artificial, regular as interações de colaboradores com sistemas automatizados e proteger a integridade dos dados em aplicações emergentes.
O novo modelo operacional centraliza a gestão de segurança numa interface única adaptada a ambientes com múltiplos clientes. Esta infraestrutura integra de forma nativa a proteção para sistemas de inteligência artificial, disponibiliza acesso ao plano de controlo de gestão e expande a compatibilidade com plataformas de automação de serviços profissionais. O suporte técnico é também reforçado por uma equipa interna dedicada exclusivamente à integração, capacitação e acompanhamento contínuo dos parceiros comerciais.
Para além da componente de gestão, a empresa procedeu à unificação do seu portfólio de soluções através de pacotes de contratação simplificados. Os novos pacotes combinam proteção de correio eletrónico, redes, segurança de navegação, dispositivos móveis e inteligência artificial num único registo de faturação alinhado com o licenciamento existente da Microsoft. Este formato comercial visa mitigar a fragmentação de ferramentas nas organizações, otimizar os custos operacionais e acelerar a integração de novos clientes corporativos.
O responsável pela área de fornecedores de serviços geridos da tecnológica, Dave Meister, referiu que a inteligência artificial alterou profundamente o panorama de ameaças e o nível de exigência dos clientes em relação aos fornecedores. O executivo explicou que o novo modelo de consumo mensal elimina a obrigatoriedade de períodos de permanência ou consumos mínimos, facilitando a transição dos parceiros de infraestrutura para funções de consultoria estratégica.
Esta abordagem ao ecossistema de canais foi igualmente sinalizada pelo mercado de distribuição através da Pax8. O vice-presidente de experiência de fornecedores da distribuidora, Oguo Atuanya, corroborou que a procura por consolidação tecnológica e soluções simplificadas constitui uma prioridade para fazer face à rápida adoção da inteligência artificial. No âmbito deste anúncio, a distribuidora distinguiu a tecnológica com o prémio de fornecedor mais valioso do seu ecossistema. A nova plataforma encontra-se disponível de imediato para o mercado português.







