Starlink quer levar a rede móvel para os telhados

A SpaceX prepara uma evolução da Starlink Mobile que combina novos satélites, mais espectro e pequenas estações terrestres instaladas junto das atuais antenas de banda larga. Para os CIO, a proposta poderá abrir uma alternativa às redes móveis tradicionais, sobretudo em operações distribuídas e locais com cobertura limitada.
6 de Agosto, 2026

A SpaceX pretende posicionar a Starlink Mobile como concorrente direta das principais operadoras norte-americanas. A empresa estima que o serviço possa aumentar a sua capacidade em cerca de cem vezes com a utilização de satélites de nova geração, a expansão da constelação e a integração do espectro adquirido à EchoStar.

O sistema atual de ligação direta entre satélites e telemóveis utiliza aproximadamente 5 MHz de largura de banda através de parceiros locais. O novo modelo terá acesso a 65 MHz e deverá contar com cerca de dez vezes mais satélites.

A empresa prevê iniciar a exploração comercial do serviço até ao final de 2027.

A estratégia terrestre também se afasta do modelo convencional das operadoras. Em vez de depender de grandes torres de telecomunicações, a SpaceX pretende instalar pequenas estações celulares junto das antenas Starlink já existentes em casas e empresas.

Esta abordagem permitirá expandir a rede de forma gradual, evitando parte do investimento inicial associado à construção de grandes estações-base. A empresa não revelou, contudo, o valor previsto para esta infraestrutura.

Para os CIO, o principal interesse está na possibilidade de integrar conectividade móvel e satélite num único modelo de cobertura.

A proposta poderá ser relevante para organizações com instalações remotas, operações no terreno, redes logísticas ou necessidades de redundância. No entanto, continuam por conhecer indicadores essenciais para decisões empresariais, como velocidades garantidas, latência, disponibilidade, cobertura, segurança, níveis de serviço e custos.

A Starlink Mobile ainda não substitui uma rede móvel empresarial. Mas sinaliza uma mudança no mercado: a conectividade por satélite está a evoluir de solução complementar para potencial alternativa na contratação de comunicações móveis.

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