A mobilidade elétrica em Portugal deixou de ser uma promessa para se tornar um serviço público de qualidade, e a fiabilidade é a medida dessa qualidade.
Trabalham lado a lado com os humanos, observam os nossos movimentos e realizam tarefas difíceis e perigosas com a máxima precisão: uma frota de robôs humanoides do modelo Figure 02 esteve em utilização na BMW durante dez meses. Na fábrica norte-americana de Spartanburg, estes robôs auxiliaram na produção de mais de 30.000 SUVs de gama média. A sua função era retirar diferentes chapas metálicas das prateleiras e colocá-las numa máquina de soldar. Uma tarefa que exige não só velocidade e precisão, mas também a capacidade de reagir espontaneamente a circunstâncias imprevistas. Isto deve-se ao facto de as peças terem de
A Inteligência Artificial Generativa trouxe à aprendizagem corporativa uma promessa difícil de ignorar, a de tornar a personalização da aprendizagem mais acessível, mais escalável e, aparentemente, mais simples de concretizar. Hoje, é possível gerar conteúdos em segundos, adaptar formatos, recomendar percursos, criar simulações e disponibilizar apoio contínuo através de assistentes inteligentes. O potencial destas ferramentas é real e está a transformar a forma como concebemos e disponibilizamos experiências de aprendizagem. Não surpreende, por isso, que muitas organizações estejam a acelerar a adoção da IA em L&D. Pela primeira vez, a personalização parece estar ao alcance de qualquer equipa de formação,
A substituição de tarefas de humanos pelas funções da Inteligência Artifical (IA) generativa é já um dado adquirido. Será o novo axioma da futura sociedade económica, apenas comparável na história contemporânea aos anos da Revolução Industrial. Os ganhos de produtividade e eficiência já se sentem em todos os sectores, com os subsequentes ganhos de rentabilidade das empresas. Inevitavelmente, a IA substituirá tarefas humanas, originando poupanças em recursos humanos; de forma inexorável, o aumento vertiginoso da velocidade nas tarefas executadas aumentará a produtividade e, “pour cause”, os rendimentos. As empresas enriquecem. Mas o enriquecimento das empresas e o aumento do
A narrativa tradicional da transformação digital sempre foi linear, os seres humanos utilizam software e algoritmos para executar tarefas com maior rapidez. Contudo, em 2026, o ecossistema empresarial enfrenta uma inversão conceptual sem precedentes. Os sistemas de Inteligência Artificial deixaram de ser ferramentas passivas e passaram a assumir o papel de entidades autónomas de decisão. Estamos a entrar na era da agência plena, onde os algoritmos começam, literalmente, a subcontratar humanos para atuar como os seus olhos, ouvidos e mãos no mundo físico. Esta transição da experimentação isolada para o impacto tangível exige que os decisores abandonem o entusiasmo ingénuo
O conceito de sazonalidade, que durante décadas foi sinónimo de gestão de recursos escassos e infraestruturas temporárias, sofreu uma transformação profunda com a digitalização da economia de lazer. Hoje, com a chegada do calor e a abertura da época alta para os negócios sazonais em Portugal — desde os quiosques de praia na Comporta até aos alojamentos de turismo rural no Douro —, a conectividade Wi-Fi deixou de ser um acessório de luxo para se tornar o motor central da rentabilidade e da diferenciação competitiva.
Durante anos, a indústria digital convenceu-se de que medir mais é sinónimo de fazer melhor. Hoje, vivemos rodeados de dashboards, KPIs e métricas que prometem traduzir o comportamento humano em números. Mas há uma pergunta que continua por responder e que se tornou mais urgente do que nunca: estamos a desenhar experiências digitais para pessoas ou para métricas? A tensão entre negócio e utilizador não é nova. Sempre existiu. O que mudou foi a intensidade com que esta tensão se manifesta. Com o crescimento do chamado growth hacking, o design passou a ser encarado sobretudo como uma ferramenta de conversão.
Há muito que os grandes eventos desportivos deixaram de ser apenas celebrações do desporto para se transformarem em plataformas globais onde convergem interesses económicos, políticos, tecnológicos e, inevitavelmente, criminosos. O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, que acontece em 3 Estados diferentes, mobiliza milhões de adeptos, milhares de empresas e inúmeras infraestruturas críticas, é também um dos ambientes digitais mais complexos alguma vez criados para um evento desta natureza. A atenção mediática tende a concentrar-se nos aspetos logísticos, na segurança física dos estádios ou nas previsões desportivas. No entanto, para a comunidade de cibersegurança, o verdadeiro jogo começou há
A transformação tecnológica das empresas está a entrar numa nova fase. Se durante a última década, o foco esteve na digitalização de processos e na introdução de automação para ganhar eficiência, hoje esse percurso começa a revelar-se insuficiente. Num contexto de crescente complexidade, pressão competitiva e necessidade de adaptação contínua, o desafio já não é apenas o de otimizar os processos existentes, mas transformar a forma como a tecnologia suporta o negócio. É neste enquadramento que a combinação entre plataformas de low-code e de inteligência artificial (IA) está a ganhar uma relevância estrutural. Este movimento reflete a evolução do mercado,
Afinal, o que é “vibe coding”? Antes de mais, não, não tem nada a ver com programar em boas “vibes”, com o portátil aberto na praia, o sol a bater no ecrã e a inspiração a fluir enquanto o código magicamente se escreve sozinho.
Há um padrão que vejo repetir-se inúmeras vezes nas organizações que iniciam processos de transformação digital: a primeira decisão é sempre sobre ferramentas. Qual a plataforma? Qual o fornecedor? Qual a solução de automação? É a pergunta errada. E é aí que muitas transformações começam a falhar, logo no primeiro passo. O problema raramente está na tecnologia, mas nos processos que existem antes dela. E quando se implementa tecnologia sobre processos que já eram ineficientes, o resultado não é transformação; é aceleração do problema. A ilusão da implementação Digitalizar não é transformar. Continua a ser um dos erros mais caros