Telefónica cria um Centro de Excelência em tecnologias quânticas para reforçar a segurança e a inovação das redes

A telco espanhola anunciou no MWC uma estratégia que combina cripto-agilidade e medidas de cibersegurança pós-quântica, impulsionando os avanços tecnológicos nas comunicações, na computação quântica e na proteção de infraestruturas.
5 de Março, 2025

A telco espanhola anunciou no MWC uma estratégia que combina cripto-agilidade e medidas de cibersegurança pós-quântica, impulsionando os avanços tecnológicos nas comunicações, na computação quântica e na proteção de infraestruturas.

Durante o Mobile World Congress de Barcelona, a Telefónica apresentou o lançamento de um Centro de Excelência para o desenvolvimento de tecnologias quânticas, com o objetivo de coordenar todas as linhas de inovação e estabelecer acordos com terceiros neste domínio.

A iniciativa assenta em três pilares: comunicações e cibersegurança, computação e simulação, e sonorização e metrologia. O objetivo é tirar partido das oportunidades oferecidas pela computação quântica, reforçar a proteção das redes e dos sistemas e permitir soluções avançadas para os clientes e as administrações.

A estratégia destaca a adoção da cripto-agilidade, uma abordagem que dota os sistemas de mecanismos para reagir rapidamente a ameaças criptográficas, salvaguardar chaves e dados e preparar-se para um futuro em que a segurança quântica é um fator determinante.

A Telefónica tenciona colocar esta abordagem de agilidade criptográfica à disposição dos seus clientes para que estes possam beneficiar destas medidas e reforçar a defesa dos seus ambientes.

Automatização e flexibilidade nas redes

A complexidade crescente da computação quântica exige infraestruturas mais adaptáveis. A Telefónica avançou na hiper-automatização das suas redes através do programa ANJ (Autonomous Network Journey); em 2024, atingiu um marco significativo ao implantar sistemas que otimizam o desempenho em tempo real através da utilização de Inteligência Artificial.

A empresa planeia agora atingir um nível avançado de autonomia em processos multi-domínio, permitindo que a rede tome decisões complexas sem intervenção humana e melhore a eficiência operacional.

Esta combinação de redes automatizadas e estratégias robustas de cibersegurança proporciona uma maior flexibilidade para adotar tecnologias quânticas e fazer face a potenciais riscos futuros. O objetivo é garantir que a conectividade evolua ao mesmo ritmo que a inovação, permitindo novos serviços e melhorando a qualidade da experiência do utilizador.

Gestão dos ciclos tecnológicos e abordagem sustentável

A Telefónica enfrentou diferentes ciclos de transformação ao longo da sua história, desde a digitalização da rede e a chegada da banda larga fixa, até à implantação do FTTH e ao desenvolvimento do 5G SA em vários mercados, processos que sempre consideraram a segurança como uma componente essencial.

Atualmente, a empresa centra os seus esforços na obtenção de maior eficiência, segurança e sustentabilidade nas redes, ao mesmo tempo que avança para a hiper-automação e a adoção de arquiteturas abertas.

De acordo com os últimos dados, o operador espanhol reduziu o consumo de energia em 7,9% desde 2015, apesar de o tráfego ter crescido 9,3 vezes nesse período, o que reflete a importância da sustentabilidade na sua estratégia global.

A empresa vê esta linha de trabalho continuar com o desenvolvimento de tecnologias quânticas, que serão uma evolução natural na gestão de redes e comunicações, bem como no reforço da proteção dos ambientes corporativos e dos clientes.

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