A empresa de segurança na cloud Zscaler formalizou uma aliança com a OpenAI no âmbito do programa Trusted Access for Cyber, uma iniciativa destinada a facilitar o acesso verificado a ferramentas de inteligência artificial para as equipas de proteção digital. No âmbito deste acordo, a empresa tecnológica prevê incorporar o modelo especializado GPT 5.4-Cyber na sua plataforma Zero Trust Exchange. A integração deste sistema de IA tem como objetivo otimizar a localização, categorização e neutralização de brechas de segurança em tempo real. Além de agilizar os processos de correção durante o ciclo de vida do desenvolvimento de software.
A combinação desta variante do GPT com as funcionalidades denominadas Security Codex proporciona uma proteção constante, desde a validação de modelos de ameaças até à auditoria de código e aos testes de vulnerabilidade. A empresa adota assim uma estratégia dupla que abrange tanto a defesa como o ataque. Para tal, utiliza a automatização algorítmica para processar enormes quantidades de informação e convertê-las em ações executáveis. Permitindo estabelecer uma ordem de prioridade face a riscos genuínos e recriar possíveis vias de intrusão para detetar pontos fracos antes que sejam explorados por terceiros. A combinação das ferramentas da OpenAI com a arquitetura baseada na confiança zero reduz a superfície de exposição ao ocultar as aplicações essenciais. Apresentando uma opção operacional distinta dos sistemas clássicos, como as firewalls ou as redes privadas virtuais.
Dhawal Sharma, vice-presidente executivo de segurança em IA e iniciativas estratégicas na Zscaler afirma: “Estamos a entrar numa nova fase da cibersegurança, onde a inteligência artificial não só amplifica as capacidades defensivas, mas também as dos atacantes. Integrar modelos avançados de IA em arquiteturas Zero Trust permite-nos antecipar as ameaças, automatizar a deteção e fortalecer a resiliência das empresas a uma velocidade sem precedentes”.
Nesta linha ofensiva, a empresa está a intensificar os seus esforços de simulação de ciberataques através da utilização da tecnologia da OpenAI para testar os sistemas corporativos. Estes esforços abrangem testes de intrusão contínuos, a fortificação instantânea das infraestruturas, a avaliação automática de recursos baseada em algoritmos e a implementação do projeto de código aberto Agentic Radar.
Os algoritmos integrados são capazes de criar situações de ataque dinâmicas que incluem variáveis de texto, áudio e imagem. Esta pluralidade de formatos facilita não só a deteção de falhas na rede, mas também a execução de medidas corretivas automáticas num ciclo fechado, otimizando a postura defensiva de forma ininterrupta.
Paralelamente, no âmbito das operações de segurança técnica, a Zscaler introduziu agentes virtuais no seu serviço de deteção e resposta gerida para assumir tarefas rotineiras de recolha e associação de dados. Estes assistentes operam sob a supervisão de analistas humanos que verificam a exatidão dos resultados, acelerando as investigações corporativas sem comprometer a fiabilidade do serviço prestado.
Por fim, os responsáveis da empresa tecnológica alertam que o tecido empresarial deve assimilar a forma como a automatização está a transformar os perímetros de ataque a nível global. Neste contexto, concluem que a utilização de sistemas algorítmicos de última geração combinados com um modelo de visibilidade ininterrupta se perfila como a via principal para diminuir a exposição na Internet e mitigar os riscos num ambiente tecnológico cada vez mais distribuído.







